sexta-feira, 14 de março de 2008

Enquanto isso, na aula do Taveira...

Hoje, na aula de jornalismo on-line, do querido professor José Marcos Taveira, aconteceu uma gingacana super bacana. A sala foi divida em dois grupos (eu fiquei no grupo 2, Capeão tam tam tam, diga-se de passagem,ganhamos um ponto na média! Uhu!), e as tarefas foram dividas entre os membros do grupo.
Algumas pessoas saíram para tentar cumprir a tarefa 1: encontrar uma pessoa que se assumisse dependente de internet e concordasse em dar seu depoimento em sala de aula. Eu e meu amigo querido Márcio Bracioli, como blogueiros que somos (rs), ficamos responsáveis pela tarefa 2, escrever uma crônica sobre o Jornalismo On-line (no grupo 1 essa tarefa era um pouco diferente, eles teriam que escrever um artigo, algo mais sério, científico, sobre o mesmo tema, acho que deve ser postado no blog da Bia Longhini, o Devaneios da Meia-Noite, se não me engano foi ela quem escreveu o artigo, que ficou muuuuito bom). Posteriormente, acredito que ambos os trabalhos devam ser postados no Blog do Curso de Jornalismo do Unitoledo. Passem lá pra comentar!
A tarefa número três ficou por conta do restante do grupo, tratava-se de construir uma apresentação de slides. O grupo 1 deveria contar a história do portal Folha da Região (um jornal aqui da cidade, o maior. E um dos pioneiros em jornalismo on-line). O meu grupo ficou responsável por contar a história do extinto portal Agência Interior, também pioneiro em jornalismo on-line, e de criação do falecido reitor aqui da minha universidade, o Dr. Afonso Toledo.
A quarta e última tarefa, se tartava de quiz. Os líderes de casa grupo se enfrentariam em um jogo de pergunats e respostas (quiz, dã!) sobre tecnologia. Nosso grupo, graças à sabedoria do Otávio (um beijo estalado na bochecha, Otávio!) ganhou de lavada hehehe a Isabela bem que tentou, tadinha, mas foi bem divertido, ela levou tudo na esportiva, até quando a gente zoou da lavada que ela tomou. Um beijo também Isa, você tentou, a gente ainda te ama! uauahuahahua
Vou deixar aqui a crônica que o Marcinho e eu escrevemos, aguardo a opinião de vocês! E não, nós não somos nenhum pouco irônicos.

*

Bits, Blogs e Malaios

Marcela Nobre Cruz
Márcio Bracioli


Seria o jornal on-line um jornal? Eu aprendi na escola que jornal era um tipo de papel, que coincidentemente também é usado para imprimir o jornal. Mas se o jornal on-line não é feito de jornal, ele pode ser chamado de jornal? A internet é composta por bits e mais bits. Sendo assim, podemos chamar o amontoado de notícias digitais de 'bits noticioso'? Mas na verdade, isso não importa. Assistimos o telejornal, e não ficamos pensando se ele deveria ter esse nome. O importante mesmo é saber que o jornalismo é o ato de passar a informação adiante, apurá-las e etc… Fazer isso através da internet é um passo fundamental em tempos em que se passa a maior parte do dia em frente ao computador.

Um dia desses eu estava vendo um site sobre jornalismo on-line, e meu priminho de apenas 8 anos me perguntou: “O jornalista digital vive dentro do computador? E as letras? Como elas passam pelo fio”? Eu respondi que, infelizmente, as letras não passam pelo fio pelo único motivo de a internet de casa ser via rádio. Mas como ela viaja no ar, essa é uma boa pergunta.

Uma das características interessantes do jornalismo on-line é o tal do imediatismo, além do feedback, que parece, mas não é, nome de talco anti-séptico. Eu nunca ouvi ninguém dizer: “Vou entrar na internet para ler um estudo de mestrado sobre como os pingüins do atlântico norte se reproduzem em tempos de verão, quando migram para os países tropicais”. Embora tenha certeza absoluta que há loucos que fazem isso. A maioria das pessoas entra na internet e busca por notícias curtas, rápidas e que quase sempre são de última hora.

O interessante do jornalismo on-line é o curto espaço de tempo entre o ocorrido e o publicado. Um cidadão morreu atingido por um raio enquanto nadava em um rio cheio de sucuris em uma cidade perdida da Malásia, há mais ou menos 4 minutos atrás. Certamente a notícia estará no ar antes mesmo do presunto esfriar.

Outro ponto legal de ser analisado (isso é análise?) é a interatividade. Vamos pegar como exemplo o tal morador da Malásia citado logo acima. Na mesma notícia terá comentários dos leitores, além de um infográfico muito interessante “Veja como um raio atinge uma pessoa”, e se for no UOL vai estar escrito “leia mais sobre raios que matam pessoas que nadam em lagos obscuros na Malásia”. Se for no G1, logo no fim da notícia terá um link para você votar no Big Brother. Olha que máximo, ficar bem informado, e ainda votar no seu eliminado com apenas um click. Fenomenal.

Uma nova modalidade de jornalismo on-line está aparecendo ultimamente: o telejornalismo online. (Mas se ele é passado no computador, não pode ser chamado de telejornalismo, certo?). Algumas agências de notícias já têm seu canal de televisão on-line, além das TVs abertas que estão liberando seu conteúdo na rede. É o caso da Record, que disponibiliza parte da sua programação no http://www.mundorecord.com.br/. Olha que maravilha, eu posso assistir TV com qualidade muito boa. É bem melhor que assistir na própria TV de casa, que é cheia de chuviscos e fantasmas.

Um outro ponto legal do web jornalismo é a repercussão que as notícias geram. Saiu a notícia do cara da Malásia que eu falei. Um tempo depois, blogs e mais blogs estarão dando a notícia, comentando, tirando sarro, apresentando outros casos de morte por raio na Malásia e tudo mais. Mas isso não é tudo. Tem gente que tem blog e acha que é jornalista. Morreu o cachorro do cara da Malásia (aquele mesmo). Um blogueiro daquele país da Ásia certamente irá tirar fotos, fazer vídeos e vai postar a notícia no seu blog. Blog, aliás, que é super fashion, cheio de estrelinhas, coisinhas brilhantes, letras piscantes, visual em preto e branco. Uma coisa realmente super pop (ou super brega! Mas gosto é gosto). E o pior - ou melhor - é que uma chuva de comentários vai fazer o ego do cidadão em questão ficar lá em cima, ao ponto de ele chegar a um show do U2 (que estará em turnê na Malásia) e falar “Com licença, a imprensa chegou”.

Essa é a nossa visão sobre jornalismo on-line. Um amontoado de bits, com informações muito boas, pessoas irritantes, blogs piscantes, e moradores da Malásia se achando jornalistas. Mas o webjornalismo é realmente muito importante nos dias de hoje, servindo como fonte de informação para muitas pessoas que passam o dia frente a um computador.

6 Comments:

Anônimo said...

Realmente essa dupal sertaneja Marcio e Marcela são imbatíveis para escrever crônicas.
Mah minha mostra preferida quero te ver mais vezes na aula
Te adoro amiga
Bjs
Hoje com um gostinho especial pois ganhamos 1 ponto na média
Uhu
Ass:KArol Verri

- BiAaaAah* said...

deeeeeeeeeeiixaaaa.. eu nem queeeria 1 ponto na média, tá!! :P
ganhei 0,5 que já tá óóótemo!
huahuahuahuahuahua

mas fala sério.. vcs mereceram mesmo.. o grupo de vcs foi ótimo! Parabééns a todos!!

e pode deixar que eu vou postar o artigo no blog, sim! Obrigada pelo elogio. A crônica de vcs ficou ótema tbém.. bem descontraída!!

beeiiijoo

said...

Gostei da crônica. Jornalismo On-line é isso mesmo, e na verdade é a democratização da informação, apesar de que internet ainda é um maio que pouco tem acesso.

Mas o receptor pode ser produtor, fazendo com que a cultura de massa, da indústria cultural, seja cultura da massa, pela massa e para a massa.

Bjo

Garota Enxaqueca said...

Parabéns pelo ponto extra!!
Fez por merecer... Adorei o texto!!!

Besitos, guapa...

Drih ઇ‍ઉ said...

Ah, eu também quero 1 ponto na média ! Quem sabe seu professor não troca umas idéias com os meus ?
Ah, e agora sou eu aqui no blogspot (aleluia!).
Vê se aparece esse fim de semana tá !

Beeijos

ArieLLa said...

Linduuu!!!

grupo 1 grupo 1 oba oba!

HAUSHAUhsus

Mah, e meu post? cadê-lo! uahsuash

BJUNDA