Eu crio uma tartaruga, dessas de aquário, sabem? Ela está comigo há 11 anos. Comprei quando fui visitar minha tia em São Paulo, meus pais me deixaram um dinheiro pra passar uns dis lá com ela, aí já viram, né? Uma arotinha com 9 anos de idade, uma tia que não tinha filhos e tinha essa sobrinha como filha e... dinheiro. Bem, a última coisa que meus pais esperavam que eu trouxesse pra casa era um bichinho.
Eu sempre amei bichinhos, e com 5 anos eu tive minha primira tartaruguinha, a Naná, que tinha o mesmo nome da babá do meu primo Bruno, que, por sinal, também ganhou o Marcelinho, o 'tartaruguinho' dele quando eu ganhei a Naná. Nós éramos as únicas crianças da família até então, eu com 5 e ele com 3 anos, e éramos inseparáveis (bem, nós fomos inseparáveis até ele completar 15 anos e virar um adolescente meio EMO que tem os próprios amigos), então rolou essa homenagem, ele deu meu nome ao 'tartarugo' dele e eu dei o nome da amada babá dele à minha tartaruga (eu amava o bolo de chocolate dela, e queria ser merecedora de outro pedaço).
Ah, é claro que o sexo dos bichinhos nós é que decidíamos, né. E também só pra constar, a Naná trabalha com meus tios até hoje... eles juram que ela é a secretária do lar agora, mas eu tenho pra mim que ela ainda prepara as mamadeiras do Bruno. Mas isso fica só entre nós, ok?
Eu sempre amei bichinhos, e com 5 anos eu tive minha primira tartaruguinha, a Naná, que tinha o mesmo nome da babá do meu primo Bruno, que, por sinal, também ganhou o Marcelinho, o 'tartaruguinho' dele quando eu ganhei a Naná. Nós éramos as únicas crianças da família até então, eu com 5 e ele com 3 anos, e éramos inseparáveis (bem, nós fomos inseparáveis até ele completar 15 anos e virar um adolescente meio EMO que tem os próprios amigos), então rolou essa homenagem, ele deu meu nome ao 'tartarugo' dele e eu dei o nome da amada babá dele à minha tartaruga (eu amava o bolo de chocolate dela, e queria ser merecedora de outro pedaço).
Ah, é claro que o sexo dos bichinhos nós é que decidíamos, né. E também só pra constar, a Naná trabalha com meus tios até hoje... eles juram que ela é a secretária do lar agora, mas eu tenho pra mim que ela ainda prepara as mamadeiras do Bruno. Mas isso fica só entre nós, ok?
É claro que o Marcelinho morreu loguinho loguinho, já que o Bruno dormia com ele no berço, e um belo dia rolou por cima do bichinho e o matou sufocado. Já com a Naná foi diferente... ela fugiu do banheiro de empregada onde vivia e foi para a praia de Itanhaém rever a família e os amigos, e ser feliz tomamdo um solzinho e nadando no oceano. Pelo menos foi essa a estória que meus pais me contaram, e que eu só descobri ser marmelada esses dias, quando me lembrei da Naná e dei por mim de que ela era tartaruga de água doce ¬¬
Bom, voltando à minha história dos 9 anos, andando pelo bairro da tia Márcia em São Paulo, eu entrei em uma lojinha dessas que vendem peixinhos e aquários, e me apaixonei de cara pelo aquário das tartaruguinhas... e com toda a minha meiguice e sedução (hã-ran), convenci a tia a me deixar levar a Donatela pra casa. E lá fui eu, toda pomposa, carregando o bichinho numa caixinha de isopor. Fiquei mais uns dias no apartamento da tia, tendo todo cuidado do mundo com a Donatela (que eu batizei assim porque era apaixonada pelas Tartarugas Ninjas, e Rafaela era um nome uito comum, Leonarda e Michelangela eram nomes muito feios no feminino, e claro que a minha tartaruga era menina... dã!).
Quando chegou o dia de voltar para Araçatuba, meu tio esquentou uma chave de fenda numa das bocas do fogão e fez furos na tampa da caixinha de isopor, e assim eu e minha tia viemos no ônibus, revezando quem segurava a caixinha, que eu não queria deixar que fosse colcoada em lugar nenhum, a não ser no meu colo ou no dela.
Quando chegou o dia de voltar para Araçatuba, meu tio esquentou uma chave de fenda numa das bocas do fogão e fez furos na tampa da caixinha de isopor, e assim eu e minha tia viemos no ônibus, revezando quem segurava a caixinha, que eu não queria deixar que fosse colcoada em lugar nenhum, a não ser no meu colo ou no dela.
Bem, pra resumir, em Araçatuba meus pais nem fizeram o estardalhaço que eu estava esperando que fizessem quando vissem a tartaruga. E assim ela foi ficando. Ela era bem pequenininha, e vivia no quartinho de despejo, junto com os meus brinquedos. Uma vez na vida e outra na morte eu me lembrava de jogar uma folhinha de alface ou uma rodelinha de tomate pra ela, e de vez em nunca também eu a colocava no aquário pra nadar junto com o Júlio César e o Pôncio Pilatos, meus peixinhos. Pois é, ela nunca os comeu... até hoje eu admiro a força de vontade da Donatela. Menos de uma no depois nós nos mudamos. O Júlio e o Pôncio já haviam ido morar na praia também a essa altura, mas a Donatela foi com a gente.
Na casa nova, o quartinho de despejo, bem como o banheiro de empregada, ficavam do outro lado do quintal, e o quintal tinha contato com a frente da casa, onde o portão era alto com relação ao chão (o suficiente pra minha coelha Hifigênia quase ter se mudado pra praia também uam vez)... conclusão, eu não podia deixar a Donatela solta, nem nos fundos da casa... a solução arranjada foi colocá-la numa bacia bem grande, que ficava em um canto da cozinha (que nessa cara era imensa), com umas pedras pra ela ficar no seco quando quisesse e sendol solta de vez em quando pela cozinha. E assim a vida passou e a Donatela viveu 10 anos nessa bacia.
Como eu fui ficando mais moça, não dava mais muita bola pra ela.. meus pais trocavam a água e davam a comida, mas eu nem me preocupava mais em soltá-la para os passeios diários. Então, em janeiro de 2007 nos mudamos de novo. A casa nova é bem maior, e, apesar dessa cozinha não ser tããão grande, o quintal tem muros gogantes é bem fechado, além de não ter contato com a frente da casa, ah, e também tem muitas áreas cobertas, além de um banheiro de empregada sem porta... conclusão, aqui, a Donatela ganhou a liberdade. Não entram gatos nem passarinhos aqui, e se entrar, a Milly e o Nino botam pra correr, aliás, os três (Milly, Nino e Donatela) convivem muito bem, obrigada. Nunca se morderam, e até brincam juntos. Vivendo livre no chão, a Donatela teve espaço rpa crescer... não se parece em nada com aquela tartaruguinha de aquário, mais um pouco e ela fica parecendo um cágado (exagero meu, mas ela é imensa. coloque suas duas mãos ao lado uma da outra. Colocou? Ela é desse tamanho).
Na casa nova, o quartinho de despejo, bem como o banheiro de empregada, ficavam do outro lado do quintal, e o quintal tinha contato com a frente da casa, onde o portão era alto com relação ao chão (o suficiente pra minha coelha Hifigênia quase ter se mudado pra praia também uam vez)... conclusão, eu não podia deixar a Donatela solta, nem nos fundos da casa... a solução arranjada foi colocá-la numa bacia bem grande, que ficava em um canto da cozinha (que nessa cara era imensa), com umas pedras pra ela ficar no seco quando quisesse e sendol solta de vez em quando pela cozinha. E assim a vida passou e a Donatela viveu 10 anos nessa bacia.
Como eu fui ficando mais moça, não dava mais muita bola pra ela.. meus pais trocavam a água e davam a comida, mas eu nem me preocupava mais em soltá-la para os passeios diários. Então, em janeiro de 2007 nos mudamos de novo. A casa nova é bem maior, e, apesar dessa cozinha não ser tããão grande, o quintal tem muros gogantes é bem fechado, além de não ter contato com a frente da casa, ah, e também tem muitas áreas cobertas, além de um banheiro de empregada sem porta... conclusão, aqui, a Donatela ganhou a liberdade. Não entram gatos nem passarinhos aqui, e se entrar, a Milly e o Nino botam pra correr, aliás, os três (Milly, Nino e Donatela) convivem muito bem, obrigada. Nunca se morderam, e até brincam juntos. Vivendo livre no chão, a Donatela teve espaço rpa crescer... não se parece em nada com aquela tartaruguinha de aquário, mais um pouco e ela fica parecendo um cágado (exagero meu, mas ela é imensa. coloque suas duas mãos ao lado uma da outra. Colocou? Ela é desse tamanho).
Bom, eu contei toooooda a tragetória de vida da Donatela pelo seguinte: nesse quintal, ela come as jabuticabas do chão, bebe água dos cachorros e dorme em qualquer buraco que encontrar. Com isso nós ficamos meses sem vê-la... às vezes procuramos, mas não a encontramos. Quando encontramos, ela está em um canto, imóvel, parecendo morta. Raramente ela aparece na varanda, aí é uma festa, eu dou banho nela com uma escova de dentes, minha mãe dá verduras, os cachorros empurram ela pra todos os lados... mas a questão é: Donatela se retira para ter um tempo consigo mesma, não gosta de ser incomodada, fica meses vivendo como os monges tibetanos, mas depois volta, feliz com si mesma, e deixando todo mundo feliz.
Ontem ela reapareceu, e hoje eu tirei essa foto que está aí embaixo, e resolvi escrever sobre isso. Essas retiradas estratégicas que a gente faz na vida, pra reaparecer depois cheios de gás! É assim que eu me sinto, meio mole ainda, mas cheia de vida, recém-chegada de uma looonga temporada no Tibet, pronta pra dar o gás aqui.
Ontem ela reapareceu, e hoje eu tirei essa foto que está aí embaixo, e resolvi escrever sobre isso. Essas retiradas estratégicas que a gente faz na vida, pra reaparecer depois cheios de gás! É assim que eu me sinto, meio mole ainda, mas cheia de vida, recém-chegada de uma looonga temporada no Tibet, pronta pra dar o gás aqui.






9 Comments:
Oi, Mah!
Fiquei meio perdida com a quantidade de bichinhos que você tem ou teve, rs.
Mas gostei da sua conclusão. O problema dessas retiradas é que quase ninguém entende quando precisamos de um tempo assim. Eu normalmente "me retiro" a cada final de semestre, fico quieta na minha, concentrada, sem conversar. Até que a minha mãe aparece do meu lado puxando conversa. Difícil, rs.
Bjos
Ás vezes eu faço como a Donatela, sabe? Mas sempre chamei isso de "casulo", meus momentos "meus" e de "reclusão" social...
E sim! É sempre maravilhoso poder voltar "nova" e de bem com a vida...
E ei... Mesmo tu meio sumida, eu gosto demais de tu, visse? E continuo (sempre) te desejando toda felicidade do mundo!!!!!
Um beijão
PS.: Eu amei os nomes dos teus bichinhos em...
Esse é o tipo de texto que eu mais gosto: quando a gente escreve sobre alguma coisa que no final tem um sentido, uma lição, uma mensagem para deixar. Fazia isso com freqüência, mas ultimamente não escrevo mais nada que preste.
Gostei muito desse texto.
Ah, nunca tive uma tartaruga. Vou começar a considerar essa hipótese.
Beijo!
PS: Adorei a tua criatividade pra batizar teus bichos! hehehehe
Adoro bichos tbm!
Se pudesse, teria um zoológico!
Beeeeeeeeeeejo lindaaa
hihi, eu pareço mto a sua Donatela. Eu gosto de me isolar as vezes, é meio q uma proteção a mim mesma, sabe?
Oi Mah!!!!
Gostei do post.
A Donatela é imensa mesmo hein!!!
Sabe...é bom fazer essas retiradas as vezes para colocar as coisas em ordem.
Beijocas!!!!
Paz!!!!
Eu já tive duas tartaruguinhas. A última há um ano eu tive que dar, pois moro em apartamento e a coitadinha estava sofrendo por não ter a terra para esconder-se, e o outro fator foi, diferente dos seus cachorrinhos, a minha cachorrinha não gostava na da Touchê, e maltratava demais a coitadinha, até o ponto de eu encontrá-la em cima do sofã. Como será que ela subiu, se ela era apenas do tamanho da sua fechada? hehehehehehhe...
Gostei de aparecer por aqui e encontrar em texto seu.
beijão, Mah!
Oi menina!
Então...o texto é verdade sim. Aquilo foi realmente escrito para um término.
Mas agora esamos todos bem, superados! haha
E que história essa da Naná!
Adorei!
;)
Mahh.
Ameiiii esse textoo.
Júlio César e Pôncio Pilatos eh?!
Nuss, ri demaiss. rsrs
Ameii a Donatelaa. Jura que ela viveu esse tempo todo numa bacia? Oo
Jesusss.
Ameiii a força de vontad dela tbm. ^^
Beijoss Mah, que Deus a abençoe sempre!
Mayrinha. =)
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