segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Advinha onde eu tô ;]

Uaaauuuu!
Só agradecendo mesmo o carinho de vcs no ultimo post... como é bom saber que vcs estão ai, e receber tanta força ='1
To passando rapidinho hoje só pra dizer que estou em Minas... pois é, estou aqui na terrinha do noivo, conhecendo tudo e todos, e amando! Tirando que esse estado é puro morro uauahuahuahuha

Conheci BH, realizei um dos sonhos da minha lista ;) Que lugar, gente! Depois vou postar umas fotos do parque municipal de lá (apaixonei) e umas fotos que eu e meu amor tiramos com as estátuas dos escritores que ficam na biblioteca de Belo Horizonte (ok, imagin, quase chorei quando tirei foto com a estátua do Fernando Sabino, se fosse com ele de verdade eu infartava).
Enfim, só passei pra dizer que estou bem, ou melhor, ótima, sendo tratada feito princesa, conhecendo esse estado divino (cincidências à parte, a cidade onde estou se chama Divinópolis), fazendo novos amigos, aprendendo a jogar RPG, e sentindo a garganta doer porque aqui a noite faz frio haha

Vou andar mais alguns dias sumidinha, passeando e ajeitando coisas, mas apareço sempre que der. Obrigada de coração pelas visitas e comentários dos amigos de sempre e dos novos visitantes =]

Beijos beijos beijos,
Mah

sábado, 20 de setembro de 2008

Então,

Só pra avisar que eu não fui ao centro espírita e que a Nina foi sacrificada. Então, como não estou legal (de novo novamente again), vou ficar aqui quietinha.
Obrigada pela força, todos vocês.
Passo logo nos blogs...
Beijo

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Das esperanças


Sim, coisas extremamente tristes acontecem todos os dias. Hoje, a sorteada fui eu. Minha família tem uma cachorrinha, a Milly, há pelo menos 7 anos. Milly foi nosso prêmio de consolação quando a Baby morreu atropelada, bem na nossa frente por um FDP que fugiu.
Quando a Milly chegou, eu não tinha lá muita simpatia por ela. Ela chorava a noite toda (era filhotinha) e eu não queria que ninguém subistituísse a Baby. Enfim, o tempo foi passando e eu me apeguei demais à Milly, como era de se esperar.

Ano passado, exatamente uma semana depois de o meu melhor amigo morrer, algum outro FDP deixou o portão de casa aberto e a Milly fugiu. Rodamos aquele bairro inteiro, depois a cidade inteira, cada canil, cada canto, e nada dela... 22 dias depois, quando meu pai estava me levando pro trabalho, um cachorrinho branco e preto (mais preto do que branco, porque estava imundo), que estava fuçando no lixo em uma calçada me chamou a atenção... olhei melhor e vi a familiar coleirinha vermelha... sim, era a Milly. Eu chorava dia e noite por conta disso, porque não saber onde ela estava mais triste do que saber da morte dela, entendem? Ela tinha crescido no meu quintal, eu tinha certeza de que ela não saberia se virar na rua, passaria fome, sede, frio e apanharia de outros cachorros FDP's.

Ledo engano... Milly estava lá, gordinha, imunda, mas gordinha e saudável. Algumas feridinhas pequenas, coisas de rua, mas estava tudo bem. Desci do carro num ímpeto e corri pelo menio da rua sem olhar para os lados, gritando "Vem, Milly, vem!" Cena bem Hollywoodiana, sabe? Ela levantou a cabeça, olhou pra mim, ficou parada alguns instantes (estava se lembrando de mim e do nome que ouvia, mas na minha cabeça era tudo pra colaborar com a emoção da cena Hollywoodiana), então ela latiu e correu na minha direção. Ela choirava, latia, tremia toda de felicidade em pensar que voltaria pra casa - acho - chorava mais... Juro gente, foi desse jeitinho. Pulou em cima de mim e eu chorando que nem uma louca... levamos ela pra casa, eu, que estava indo pro trabalho, tive que tomar outro banho, porque ela estava podre, coitadinha, e me contaminou uahuahuauhhaua mas a felicidade superava qualquer coisa.

Bom, contei tuuudo isso pra dizer que, nesse meio tempo em que a Milly ficou desaparecida, minha irmã tratou de arranjar outra... eu, fui contra. Odeio essa idéia de perder alguém ou algo que você ama e simplesmente substituir na semana seguinte. Nina era um bebezinho marrom e gordinho, que lembrava muito a Baby. Apesar de não gostar da idéia, a Milly tinha sido tão especial pra mim, que decidi ser tolerante e amar a Nina desde o começo. Deixei ela dormir no meu quarto quando era bebezinha, tirei fotos fofas como essa aí de cima, fiz dormir no colo., levava comigo pro banheiro quando eu ia tomar banho.. cuidei bem dela, até a Milly reaparecer e a minha felicidade ficar completa.

Só que a Nina foi crescendo, e se tornando uma cachorra bem esquisita. Magrela que só ela, mesmo comendo o mesmo tanto da Milly (aliás, ela é tão gulosa, mas tão gulosa, que a gente tem que colocar a comida e ficar lá até elas comerem tudo, senão a Nina come a dela e a da Milly também). Feiosa, tadinha. Com unhas compridas e os ossinhos bem à mostra. Chata também. Late por qualquer coisinha, nunca aprendeu o lugar certo de fazer as necessidades, e não deixa a gente fazer carinho, ela pensa que vamos dar comida e já avança na nossa mão (eu disse, eá é muito esganada, nem sei como é tão magra).

Então lá em casa ninguém é muito fã da Nina... Todo mundo é mais carinhoso com a Milly, que também é super dócil e carinhosa, e a Nina sempre foi mais ou menos como eu, um pouco esquecida, injustiçada e mal amada. Só por ter uma personalidade diferente e não ficar agradando todo mundo o tempo todo... Ok, vou parar, minha crise de carência e a pena que sinto de mim mesma não são os assuntos de hoje. Continuando, minha família, apesar de amar os bichinhos, sabe que o lugar deles é lá fora; quando a Milly entra dentro de casa, somos relativamente tolerantes em algumas situações, mas com a Nina, coitada, só de ver a orelha dela lá dentro, alguém já grita "já pra fora, Ninaaaa!"

E assim fomos vivendo... até que hoje, quando eu acordei, minha mãe me disse pra me despedir da Nina, porque ela a levaria para o vetrinário hoje, e provavelmente eu não a veria mais. De uns tempos pra cá, a Nina vem sentindo dor pra sentar e tendo dificuldades pra levantar, está tão magra, que o quadril dela parece travar às vezes... as unhas estão crescendo demais, e minha mãe está achando que ela está com leishmaniose. Eu acho meio absurdo, se for assim, a Nina já nasceu com leishmaniose, porque ela só foi bonitinha quando chegou, depois já começou a ficar feiosa e esquisita assim... bom, a questão é que aquilo me doeu profundamente. Corri, peguei a câmera e tirei umas fotos dela, coisa que eu não fazia há muito tempo. Uma dessas fotos, é essa aí de baixo, que eu vou guardar como recordação.

Eu ainda prefiro ter fé de que ela não tem nada grave, o veterinário só vai recomendar uma alimentação melhor e vitaminas, Nina volta pra casa, pra latir de madrugada na minha janela e pronto, a vida volta ao normal e essa dor na minha alma passa. Assim como só ontem foi que eu percebi que eu amava a Tia Cida e sentia falta dela, só hoje percebi que a Nina significa mais pra mim do que eu pensava... nesses nove meses, eu me apeguei de verdade a esse bichinho, amei, e vou sentir demais se ela partir assim, tão cedo, deixando esse vazio no meu quintal e no meu coração.

A parte mais triste disso tudo, é pensar que a Nina não completou nem 7 anos ainda na idade dos cachorros (1 ano nosso são 7 anos para os cachorros. Nina está em casa há 9 meses, e tem aproximadamente 10 meses de vida). É como se eu tivesse que ver a eutanásia de uma criancinha inocente... tá, é um pouco de exagero, mas é assim que eu me sinto. Minha mãe quer mandá-la pra clínica pra ser sacrificada, se for o caso, pra ela parar de sofrer, e apesar de considerar esse pensamento, eu enxergo mesmo como eutanásia. Mas não tem saída, se ela estiver doente, ela pode contaminar a Milly, ou mesmo a minha família, e vai sofrer demais também.

Então, vou parar de escrever agora, porque preciso conversar aqui com Deus, e pedir perdão por nunca ter sido bondosa de verdade com a Nina, como ela merecia, em toda a sua pureza de bichinho. E vou prometer também mudar meu comportamento completamente com ela, caso ela sorbreviva. Vou me esforçar pra ser a amiga mais legal do mundo pra ela. Bem, quando a Milly sumiu, eu fiz essa mesma promessa, e funcionou, quem sabe Deus resolve ser bonzinho comigo de novo, né?





PS:
Quem escolhe esses nomes bestalóides pros cachorros é minha irmã.

PS2: Eu amo animais como se fossem pessoas. Não deixo dormir na minha cama, mas quando eles morrem, eu choro como eu choraria por você. E sim, eu sou especialmente sarcástica quando tá doendo aqui dentro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sem expilcação

Eu nasci e cresci na religião evangélica. Meu pai era uma espécie de católico-agnóstico, e minha mãe nascida e criada na igreja evangélica. Meu pai não interferiu na criação religiosa que eu e minha irmã tivemos por parte da família da minha mãe, e, um belo dia, ele também acabou sucumbindo. Não que ele seja um evangélico hoje, mas se perguntar se é, ele diz que é, embora não frequente a igreja e não tenha lá muitas atitudes cristãs.

Eu sempre gostei da igreja e da religião, mas fui crescendo e adquirindo autonomia (que também pode ser entendida como cultura, maturidade e idéias próprias), e, com isso, passei a questionar diversas coisas, entre elas a religião evangélica em diversos aspectos. Por não conseguir as explicações que eu buscava e as respostas para as minhas questões interiores, me decepcionei com a religião. Continuei praticando coisas que eu gostava de fazer, como escutar Aline Barros, cantar louvores, orar (eu não apenas oro, mas tenho uma intimidade gostosa com Deus e converso com ele), ler a Bíblia (tá, esse último eu não faço muito, justamente porque entro em conflito interno)... só que parei de frequentar a igreja.

Vez ou outra, eu apareço por lá; ou mesmo na igreja Bíblica (que é só um pouquinho diferente da Batista, que eu frequentava) onde meu tio é pastor, mas nunca me batizei, não dou dízimo, não participo de grupos de estudos, e não me considero membro. No entanto, quando sou questionada sobre a minha religião, eu nem penso duas vezes, e a minha única dúvida na hora de responder é sobre dizer se sou 'evangélica', 'crente', 'batista' ou 'cristã' (o que pra gente é tudo a mesma coisa, mas pode influenciar muito na opinião a seu respeito para a pessoa que recebe a resposta).

Resumindo, eu tenho muita fé, muito amor por Deus, converso com Ele a qualquer momento, sem que as pessoas sequer percebam que estou orando... só não concordo com algumas idéias da religião evangélica. Já pensei até em ir para o Seminário, não para me tornar pastora ou missionária, apenas para sanar minhas dúvidas e aprender mais de Deus, mesmo. Quem sabe um dia eu ainda consiga ir...

Mesmo com essa criação um tanto fechada (eu não tinha pra onde correr, a família da minha mãe é absolutamente evangélica, tenho um tio pastor, um primo seminarista e todas as minhas primas cantam nos cultos e participam de uma porção de coisas. Já a família do meu pai é absolutamente católica, minha vó é da Legião de Maria, meu tio pede ajuda pra Nossa Senhora, enfim... apenas duas tias, que são casadas com os irmãos do meu pai, ou seja, não saõ tias de sangue, são espíritas, mas são super na delas, pra não destoar muito da família), eu sempre tive a cabeça muito aberta.

Quando mais nova, eu tive curiosidade sobre o catolicismo. Mesmo contrariando a minha mãe, eu pedi para a minha vó (essa da Legião de Maria) me levar com ela à missa. Bem... cada um tem a sua opinião sobre tudo, e assim como tem gente que acha que a religião evangélica é patética, eu me dou o direito de dizer que não gosto do catolicismo. Não quero incitar discussões nem irritar católicos, estou apenas defendendo o que eu vi e senti, ok?

Esse é o meu blog, e acho que eu posso dizer, sem ofender ninguém, que achei muuuita bobagem as pessoas cantarem músicas praticamente sem conteúdo nennhum e sem acompanhamento de sequer um instrumento; achei muito chato ter que ficar a missa toda repetindo frases feitas, que você aprende desde pequeno e também acho um absurdo as orações (ou rezas) serem decoradas, como o Pai Nosso e a Ave Maria, por exemplo. Cara, conversar com Deus é tão gostoso! Contar o que você quiser (mesmo Ele já sabendo de tudo), pedir coisas, agradecer outras coisas... Então eu realmente não vejo sentido em rezas decoradas, muito menos quando uma pessoa faz isso com um terço, contando em bolinhas quantas vezes já recitou aquilo. Lembrando que, eu não estou julgando a religião. Estou apenas dando a minha opinião, opinião essa, que é fundada, já que eu frequentei a igreja por um tempo com a minha vó e tenho algum conhecimento sobre.

Outra coisa que não gosto no catolicismo são os Santos. não acredito que ninguém seja digno de santidade e adoração, a não ser o próprio Deus. Somos todos humanos, todos cometemos erros, e por isso não temos o direito à santidade. Além do mais, para quê eu vou pedir a intercessão de Santa Rita dos Pacová em uma coisa minha se eu posso falar diretamente com Deus? Vai entender.

Bem, assim sendo, eu fui seguindo a minha vida e fazendo mais alguns experimentos. Fui à igreja Ágape (um outro tido de evangélica), conheci os Mórmons, li sobre o Candomblé, arrumei um namorado Panteísta, e li alguns livros Espíritas, embora nenhum deles fosse sobre o espiritismo em si. Mas não me dei por satisfeita. Não me aprofundei muito em nada, e continuei sentindo aquele peso na alma por ter me afastad0 da igreja batista.

Ontem, conversando com uma das minhas melhores amigas, Natalí, comecei a entender algumas coisas sobre a personalidade dela. Ela estava me explicando sobre a doutrina Espírita, e eu comecei a ligar os pontos da explicação ao fato de ela, Natalí, ser uma pessoa doce, que ajuda todo mundo, apóia, dá conselho... é isso, espiritimo é uma doutrina do bem, que acredita em Deus. Os espíritias são cristãos, fazem caridade e não ficam por aí jogando pedras em pessoas de outras religiões e dizendo que são coisas do demo, como muitos católicos, evangélicos e etc fazem contra os espíritas. Gostei muito da minha conversa com a Natalí e combinei de ir conhecer um Centro qualquer dia desses.

Claro que minha mãe ficou chocada com a idéia de eu conhecer um Centro Espírita, disse umas bobagens e blá blá blá, mas eu sou maior de idade, vacinada e quero satisfazer essa curiosidade. Eu não vou me converter, até porque, apesar de admirar muitos pontos da doutrina, eu não acredito em espíritos, mediunidade e tal, mas não vai me cair nenhum braço ou perna só por eu ser tolerante a fé de outras pessoas e por querer conhecer outras religiões. Tenho certeza de que Deus não vai me castigar por isso. E tem mais, cada um acha que a sua religião é a melhor, é a que salva, minha mãe já quis até me provar que só os evangélicos vão para o céu, ah gente, aí é forçar a barra, né?

Se na nossa bíblia estiver escrito alguma coisa semelhante a isso, aposto que na bíblia católica também está, e no alcorão, e naquele livrinho dos budistas e em milhares de outros livros. Deus nunca disse que uma determinada religião é certa, melhor ou a única que salva, então, mesmo eu tendo a alma e o coração (a cabeça não) na igreja evangélica, eu vou continuar andando por aí e conhecendo tudo o que eu puder.

Ah, só mais uma coisa: existem coisas realmente muito estranhas, e isso eu não posso negar. Logo depois da conversa com a Natalí, eu precisava/queria falar com uma outra amiga minha, a Simône, pra perguntar onde ficava o Centro e a hora da Palestra (a missa ou culto), só que a Simône desapareceu do meu MSN e do meu Orkut misteriosamente, e eu nunca mais a vi on-line... ah, e eu não tinha o telefone dela pra ajudar. Eu já ia correr atrás de um jeito de descobrir o telefone dela, quando... ela me chamou no MSN. oO Depois de meses sem aparecer por lá e sem fazer a menor idéia de que eu queria falar com ela.

Enfim, depois de tudo combinado com ela para eu conhecer o Centro hoje à 19h, ontem eu tive um sonho doido. Antes de dormir me veio um pensamento inusitado... com a casa do tio Hélio, o irmão da minha vó, que morreu de câncer há uns 10 anos, se não estou enganada. Minha vó gostava muuuuito dele (acho que mais do que dos outros irmãos dela, mas abafa o caso). Meu pai e os irmãos dele que cresceram em Guararapes, ficavam sob os cuidados da tia Cida, mulher do tio Hélio, quando eram pequenos e meus avós iam trabalhar. então meu pai cresceu naquela casa, com aquelas pessoas e tinha muito carinho por elas, assim como eu, que desde pequena fui levada pra lá todos os finais de semana, de visita, e aprendi muita coisa correndo das galinhas no galinheiro que tinha no fundo no quintal, brincando de boneca debaixo das árvores e subindo nos imensos e incontáveis pés de jabuticaba do quintal (acho que é por isso que eu sou tão apaixonada pelo pézinho de jabuticaba lá de casa).

Tia Cida morreu do coração há uns 5 ou 6 anos, ou talvez mais, realmente não me lembro direito. Eu estava com minha mãe e minha irmã em um rancho, com o pessoal da igreja; meu pai não sabia onde ficava o rancho e os celulares não funcionavam lá, então não fomos achadas com tempo, e tia Cida foi velada e enterrada antes que nós soubéssemos de sua morte. Fiquei muito chateada... primeiro por ela ter falecido, claro, e segundo por não ter dado o último adeus à ela.

Eu nunca mais vi aquela casa... o casal tinha duas filhas adotivas que sempre foram problema. Depois da morte da tia Cida, uma delas vendeu a casa e todos os móveis para pessoas desconhecidas a preço de banana, mesmo sabendo que meus tios e minha vó pagariam o que fosse pela casa e por alguns móveis de estimação, que haviam sido dos meus bisavós. Não sei quem mora naquela casa hoje e mal sei dessas duas primas tortas, Carla e Luciane.

Tudo o que eu sei é do nada, comecei a pensar na tia Cida, em especial, e nos momentos que tive na casa dela; em como ela era doce, generosa, e em como a comida dela era a melhor do mundo (que me desculpem minha mãe, minhas avós e minhas outras tias, mas eu estou sendo sincera). Ainda tenho lembranças frescas na cabeça de um dia em que ela insistiu pra que eu comece sucrilhos com leite, e eu, que nunca tinha comido aquilo na vida, experimentei aquele negócio com leite puro (blé) pela primeira vez e adorei. Também me lembro do último dia em que fui lá, e como tudo parecia bem... o cheiro das compotas de mamão, laranja e abóbora que sempre pairavam no ar, e eu que já não brincava mais de boneca, mas ainda sentava debaixo da mesma árvore. Também me lembro com perfeição do cheiro e do gosto daquele macarrão com um molho claro (que não sei do que era) e dos bifes no alho, da minha última refeição lá, em um dia de semana em que fui acompanhar minha vó em uma visita surpresa.

Eu tenho muitas lembranças fortes da minha infância, e, apesar de tudo isso que contei, a casa da Tia Cida não era uma lembrança que eu guardava em um lugar especial do coração. Agora, passou a ser. Eu precisava me lembrar desses dias bons lá, para entender que essa é uma recordação tão valiosa quanto os tempos da escolinha e os programas de TV da minha infância. Mas o mais estranho, e o que me fez contar toda essa história aqui, foi eu ter pensado na tia Cida e no quintal mágico dela justamente quando eu estava tão curiosa sobre o espiritismo. Assim como os Santos da igreja católica e as questões que tenho sobre a evangélica, essas coisas de espíritos talvez também não tenham explicação, mas eu ainda estou viva, e não vou desistir de achar as minhas respostas.


"Ah, e tia Cida, eu amo a senhora. Nunca disse isso enquanto a senhora era viva porque eu era muito menina pra achar necessário (ou talvez porque eu nunca tenha pensando em amor, entende?), mas agora eu sei que amo, e que sempre amei e admirei. Também amo o tio Hélio. E pode acreditar, vocês fizeram muita diferença em quem eu sou hoje e no tipo de vida que quero dar aos meus filhos. Desculpe por demorar tanto para trazer as suas lembranças para a parte de lembranças especiais do meu coração. Como dizem no espiritismo, é tudo uma questão de evolução, alguns ainda não estão preparados para esta doutrina, e agora acho que a minha evolução finalmente alcançou um estágio mais alto, em que eu posso entender coisas sobre mim mesma que eu nunca entendi antes, e resgatar as minhas memórias mais especiais.
Mais uma coisa: eu sinto a sua falta."


PS: a Natalí acha que os meus sonhos (sim, eu tenho graves problemas com eles, qualquer dia eu conto aqui) são uma mediunidade levemente desenvolvida que eu tenho. Ui. Será?! oO

PS2: Fazia tempo que eu tinha desanimado desse blog, né? Mas agora eu tenho um novo plano pra ele... hohoho por isso escrevi tanto hoje, é início de um novo tempo do Infinito Particular. Aguardem!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Rexona for Women (ou Desodorante para 'u homem')

Estava eu sentada ao lado do meu avô na casa dele, sexta-feira à noite, quando sinto um maravilhoso perfume feminino. "Huuuum..." e fui seguindo pra ver se achava a dona do perfume. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o cheiro vinha dele, do meu avô.

"Vô, você tá usando desorante de menina!!!"

"Hã?? Claro que não, sô!"

"Tá sim, vô, eu tô sentindo.. bem aqui, ó!"

"Ah, menina, você é doida. Eu não to nada."


Ok. Tudo teria acabado por aí e eu teria esquecido a história, se... no sábado, meu avô não tivesse aparecido com o frasco lindo de desodorante pra eu ver: "Aqui ó, só pra você não ficar falando por aí que eu uso perfume de menina". Um frasco imenso, com letras garrafais que diziam: WOMEN.

Tudo bem meu avô ser simples e não sacar muito de inglês, mas ele também não deve sacar nada de nada pra achar que Women era Homem em espanhol. Bem, pelo menos ele me garantiu uma semana de bom humor. A cada vez que me lembro da pose dele me entregando o frasco e achando que estava arrasando, e depois ainda pronunciando Women com todo um sotaque epanhollll, eu tenho uma crise de riso.



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Do que se compartilha

Ei minhas gentes... hoje eu passo pra dizer que os Florais de Bach são mesmo milagrosos =P
É, estou melhorando... eu ainda não estou sonhando alto, não, mas deixei a Dani guradar a caixinha dos sonhos pra mim... aliás, entre amigos e novas visitas, eu recebi ótimos comentários =]]] Mesmo aqueles que puxaram minhas orelhas e cuspiram verdades na minha cara foram ótimos. Afinal, eu nunca achei ruim receber cachoalhões, pelo contrário, eles me fazem bem.
E eu vou aqui tentando melhorar e achando jeitos de sobreviver enquanto a vida não volta a dar maravilhosamente certo pra mim (a perfeição pra mim não é de fato a perfeição, mas é quando eu sinto que as coisas, em todos os seus defeitos, estão perfeitas, entende?). Eu não preciso de muito pra ser feliz. Se eu fosse mesmo amargurada como pareço às vezes, esse blog não seria cor-de-rosa. Esse blog nem existiria, pra ser bem realista. Então eu continuo assim, com fé eu vou, que a fé não costuma falhar.
Quando tiver novidades, eu apareço pra contar. Por enquanto, o desânimo é o mesmo, embora as ocupações estejam diminuindo.
Só queria agradecer mesmo... eu não pensava que a internet era um lugar tão bacana pra abrir o coração e receber opiniões sinceras. Tem sido cada vez mais compensador ;)

PS: sobre as minhas visitas, continuam prometidas, ok?

domingo, 7 de setembro de 2008

Caixa de sonhos


Tranquei todos os meus sonhos numa caixa.

Ontem eu descobri o real motivo dessa minha chatice-depressiva. Eu estava em um lugar, vendo uma coisa linda e acontecer e mais uma vez me martirizando pelo fato de que eu jamais estaria ali, com uma coisa linda daquela acontecendo comigo. Aí, plaft, caiu bem na minha cabeça... e não, não era titica de pomba, não, era a realidade. Eu descobri naquele momento que eu não sonhava mais.

Aquilo que eu estava vendo havia sido por tempos o meu segundo maior sonho (o primeiro era ser mãe), e eu ia percebendo que seria impossível acontecer comigo. Inconscientemente, eu já sabia disso, mas tentava ir vivendo. Só que ali, de frente pra provação, eu percebi que eu nunca tinha realizado nenhum sonho. Fiquei com uma raiva imensa de mim mesma. Que diabo eu tô fazendo nessa vida? Não realizo sonhos, não tenho grandes feitos, não sou boa em nada do que eu faço (não sou boa filha, nem boa irmã, nem boa 'parenta' pra ninguém, e recentemente descobri que sou uma péssima namorada)... e sabe aquele nojo que eu tenho de gente que se faz coitadinha? Pois é, comecei a senti-lo de mim mesma.

Sonhei desde pequena com a festa de 15 anos. Meu vestido seria igual ao da Cinderela. Quando cheguei aos 14, eu já queria tudo diferente: um festão numa boite, com bar-man, neon e tudo mais. Tive? Tive nada. E fui durona, jurei pros meus pais (inconsoláveis por não terem dinheiro pra festa) que eu tinha pavor de festa de 15 anos e queria passar bem longe de uma. Tudo mentira. Eu chorei por meses debaixo da coberta.

Mas eu tinha esperança de fazer 18 anos nesse mesmo estilo festa-boite-bar-man. Claro, foi a mesma catástrofe. E nos 20 anos a coisa se repetiu. A festa temática Anos 80 com a qual eu sonhava, foi pelo ralo. Quando fiz 19, recebi um presente maravilhoso: entrei pro Tudo de Blog Capricho. Fiquei em êxtase. Só que o tempo passou, e depois de um milhão e novecentas mil pautas feitas que resultaram em apenas uma publicação, eu também desencatei desse sonho. Sou colaboradora da Capricho até hoje, mas há séculos não faço as pautas e não me importo mais tanto.

Dentro de 4 meses eu completo 21 anos. Sonhos? Não, eu ainda não tenho carteira de motorista, não fui à Disney, não tive festa de noivado e nem vou ter de casamento, não sou o orgulho de ninguém, não estudo numa federal, não tenho uma coluna num jornal, não publiquei um livro, não consigo emagrecer, não quero nem pensar em ter filhos porque fico apavorada só pela possibilidade de haver mais pessoas melodramáticas e chatas como eu pelo mundo (principalmente por minha culpa), e não posso nem expressar minha alegria jogando minhas fotos de momentos felizes aos quatro cantos.

Se eu vou continuar sonhando os mesmos sonhos ou mesmo sonhos novos? Não. Vou deixar tudo na caixa. Porque pra mim, sonhos e decepções são absolutamente a mesma coisa.

PS: sim, eu sinto pena de mim mesma. E esse é o final mais trágico que alguém pode ter. Mas, como eu sou a única que sabe a 'dor e a dor' de ser quem eu sou, vou continuar com a minha auto-compaixão e dane-se a opinião alheia.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Um post muito sem educação (mas muito necessário)

Cara, às vezes tudo que eu queria da vida é um pouco de paz. Eu tô de saco cheio, será que alguém aí consegue entender isso? Eu vivo reclamando de tudo e de todos, e tenho consciência de que tô virando uma chata, mas é bem difícil ficar fazendo social por aí quando a vida tá de cabeça pra baixo...


Eu não faço mais nada com paixão como antes, dá pra notar pelo aparente abandono deste blog. Mas é fase... já passei por ela trocentas vezes, depois eu volto numa boa e tuuudo continua lindo. Mas quando eu entro nessa lua, preciso de um pouco de sossego pra pensar em mim mesma, preciso do meu tempo, do meu espaço, do meu noivo E de mais nada. E esse mais nada engloba tudo. Saca? Não, né? Tudo bem, eu entendo, costuma ser complexo até pra mim mesma.


Só que eu vou ser legal dessa vez e explicar por cima o que se passa: eu estou tomando um remédio que super mega mexe com o meu emocional; volta e meia eu me sinto mal-amada, esquecida, rejeitada, e é como se nem Deus se importasse comigo. Então, a sempre explícita preferência de toda a minha família pela minha irmã caçula, fica muito viva aos meus olhos e eu viro um trapo humano. Pra ajudar, o meu último sonho vivo vai ter um estágio a menos. É mais ou menos assim: você sonhou a vida toda em ser um grade advogado depois da faculdade de direito. E você vai ser um grande advogado, mas por osmose, porque você vai pular (forçadamente) a fase da faculdade. Claro que sua vida não vai ser a mesma... a fase da faculdade é essencial... para os aprendizados (acadêmicos e da vida), as amizades, os relacionamentos, as festas... É mais ou menos assim comigo, sei que vou ser feliz, mas o estágio que eu vou precisar pular era fundamental pra mim... aí junta tudo isso com esse calor infernal de Araçatuba, o meu ódio em ter que andar a pé pra cima e pra baixo e mais o fato de eu ter que me matar de trabalhar pra pagar a faculdade, e eu fico essa múmia.


Então, queridos e queridas, sério, a minha vida é bem melhor do que a dos orfãos da Somália, eu sei (e sou muito grata por isso), mas ela não tá fácil. Mas eu continuo lutando. E eu quero, preciso e exijo que vocês continuem me amando, mas não precisam me sufocar (claro que isso se aplica a casos específicos, mas eu não vou citar nomes pra não matar belas amizades)... se eu não estou indo à igreja, Samantha*, é porque eu estava fazendo um trabalho, ou porque não deu tempo de lavar o cabelo no domingo ou porque eu não quis mesmo... mas eu estou viva, caso contrário você já teria ficado sabendo. E além do mais, quando você me ligou pela trigésima vez ontem, eu te expliquei tudo isso, não foi? Então, se você quiser me ligar uma vez pra saber o que houve e me dar uma força, ótimo, eu vou adorar (mesmo!), mas por misericórdia, não me ligue 4 vezes por semana, não me encha de scraps, não pergunte pra Deus e o mundo onde eu estou... eu escolhi ficar reclusa, você entende?


E se eu não apareço na faculdade, na pracinha, ou no chá de bebê da Aline (eu juro que vou, Aline, isso aqui é só um exemplo, tá?) é problema meu. Eu adoro carinho e preocupação, mas o que certas pessoas fazem comigo é tortura. Eu não quero ter de ficar explicando os meus motivos por estar sempre com pressa. Eu já expliquei mais de uma vez que estou bem, e que só sumi do Clube de Bordade (esse é um exemplo que meu noivo usou; que fique claro que eu não frequento nenhum clube de bordado) porque estou trabalhando demais, então se conforme com a minha ausência, Monalisa*, e por obiséquio pare de me infernizar a vida com perguntas das quais você já sabe as respostas.

Estamos entendidos?
Muito, muito obrigada pela atenção.


*Os nomes foram trocados para preservar a identidade das personagens


PS: eu não quero ser chata. Só estou tremendamente necessitada de sossego pra fazer minhas escolhas sem ter de explicar mil vezes que minha vida está mudando.
Ah, e esse lance de fazer minhas escolhas quer dizer que eu quero faze-las. Se eu quiser saber sua opinião, eu juro que vou pedir, não precisa dar de graça... dia desses caí nesse conto do vigário e acabei deixando de fazer uma coisa que eu achava que era certa pra fazer o que as pessoas achavam que era o certo. O que aconteceu? Bem... só adiei. Essa semana eu paro com essa palhaçada e vou viver a minha vida, exatamente como eu ia fazer antes. E pronto.