terça-feira, 25 de novembro de 2008
Radiola
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Devaneios e Embriaguez de uma Rapariga*
Eu queria escrever alguma coisa. Acabei de colocar o bolo pra assar, já limpei tudo que eu podia limpar, já vi tudo que eu queria na TV. Não estou com vontades de ler meus livros ou os livros que tenho salvos no computador. A internet não está funcionando; o G-talk e o MSN sim, mas eu não estou exatamente com vontade de conversar, apesar de estar on-line. Eu nem sei sobre o que quero escrever, mas eu quero.
Já orei, já li a Bíblia, já cantei, já conversei com Deus, já fiz o Nino dormir no meu colo (eu gosto de aproveitar a infância dos meus bichinhos), já li a Capricho nova que chegou ontem, já tomei banho (e fiz todos os meus rituais de beleza), já dei uma voltinha lá fora com a Milly... e ainda são oito da noite. Realmente estou entediada, sem saber direito o que eu quero.
Talvez ter largado a faculdade e todos os meus cem milhões e trabalhos não tenha sido uma boa... não que eu me arrependa das minhas escolhas de agora, mas também não estou mais certa sobre algumas coisas. Perdi um pouco da minha identidade. Quando estava na faculdade, eu era a faculdade. Eu vivia pro jornalismo, mesmo que não fosse a aluna mais freqüente da minha sala. Quando eu era viciada na blogosfera, eu era a blogosfera. Postava uma, duas, três vezes por dia, lia toooodos os blogs da minha lista de links e comentava. Quando eu estava em Divinópolis, eu fazia alguma coisa pra cuidar da casa, cozinhava, lavava roupa, e quando não tinha mais nada pra fazer, ou simplesmente quando eu não queria fazer mais nada, eu escutava música ou via TV com o Cochise. Agora estou de novo em Araçatuba, já fiz tudo que costumava fazer, só que não posso postar nem ler blogs porque a internet não colabora; não posso estar com o Cochise; e não tenho mais obrigações com a faculdade ou os trabalhos.
E o pior, é que eu nem sei porque estou escrevendo sobre tudo isso.
Antes eu vivia estressada ou chateada com alguma coisa; achava que era porque eu tinha uma vida muito corrida, e meu nível de estresse era alto mesmo. De vez em quando eu culpava a TPM. Só que agora, a minha TPM está beeeem longe, eu não tenho mais vida de universitária/escraviária/free-lance e continuo sendo uma chata. Tudo me chateia, tudo me irrita. Eu to tentando manter o controle, e tenho tido algum sucesso, mas não no que eu mais queria ter. Tem uma certa área da minha vida que não dá certo, mesmo já estando certa, dá pra entender? Não, né? Eu sei.
Às vezes eu abro a geladeira e fico rezando pra Clarice Lispector* pular de lá de dentro com uma daquelas citações maravilhosas, pra ver se me animo, como no dia em que ela me descreveu (“Pelo quarto parecia-lhe estarem a se cruzar os elétricos, a estremecerem-lhe a imagem refletida. Estava a se pentear vagarosamente diante da penteadeira ... os braços brancos e fortes arrepiavam-se à frescurazita da tarde. Os olhos não se abandonavam.”).*
Eu quero mudar o mundo. Sempre quis. Quando era mais nova, optei pelo Jornalismo não só pela minha paixão por escrever, mas porque eu era utópica e achava que fazer Jornalismo de verdade era falar a verdade, era ajudar as pessoas, era mudar o mundo. Eu queria pegar um livro, abrir, assoprar e ter certeza de que as letrinhas voariam por aí, espalhando poesia. Agora, tudo que eu faço é querer mudar o que não é como eu quero. Ta, falando assim parece até bonito e altruísta, mas é porque eu não estou me expressando direito (propositalmente). Eu queria tanto que algumas coisas fossem perfeitas... porque eu passei a vida toda sonhando com elas, e agora eu sinto uma espécie confusão interna por ver as coisas do meu passado fazendo mais sentido do que as coisas que eu escolhi pro meu presente. E o futuro? Será que vai ser assim? Tudo ao contrário do que eu idealizo, tudo me magoando, nada me preenchendo? Eu me sentindo sempre como a vergonha de alguém ao invés de me sentir a coisa mais importante, apesar de escutar isso? E o mais estranho, é que como Clarice nunca disse (mas que eu gostaria que ela tivesse dito), o meu incompleto me faz completa, porque mesmo não sendo completamente feliz, eu sou feliz completamente.
*Título e trecho do conto Devaneio e Embriaguez de uma Rapariga, do livro Laços de Família, de Clarice Lispector.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Dos Regressos
Eu sempre amei bichinhos, e com 5 anos eu tive minha primira tartaruguinha, a Naná, que tinha o mesmo nome da babá do meu primo Bruno, que, por sinal, também ganhou o Marcelinho, o 'tartaruguinho' dele quando eu ganhei a Naná. Nós éramos as únicas crianças da família até então, eu com 5 e ele com 3 anos, e éramos inseparáveis (bem, nós fomos inseparáveis até ele completar 15 anos e virar um adolescente meio EMO que tem os próprios amigos), então rolou essa homenagem, ele deu meu nome ao 'tartarugo' dele e eu dei o nome da amada babá dele à minha tartaruga (eu amava o bolo de chocolate dela, e queria ser merecedora de outro pedaço).
Ah, é claro que o sexo dos bichinhos nós é que decidíamos, né. E também só pra constar, a Naná trabalha com meus tios até hoje... eles juram que ela é a secretária do lar agora, mas eu tenho pra mim que ela ainda prepara as mamadeiras do Bruno. Mas isso fica só entre nós, ok?
Quando chegou o dia de voltar para Araçatuba, meu tio esquentou uma chave de fenda numa das bocas do fogão e fez furos na tampa da caixinha de isopor, e assim eu e minha tia viemos no ônibus, revezando quem segurava a caixinha, que eu não queria deixar que fosse colcoada em lugar nenhum, a não ser no meu colo ou no dela.
Na casa nova, o quartinho de despejo, bem como o banheiro de empregada, ficavam do outro lado do quintal, e o quintal tinha contato com a frente da casa, onde o portão era alto com relação ao chão (o suficiente pra minha coelha Hifigênia quase ter se mudado pra praia também uam vez)... conclusão, eu não podia deixar a Donatela solta, nem nos fundos da casa... a solução arranjada foi colocá-la numa bacia bem grande, que ficava em um canto da cozinha (que nessa cara era imensa), com umas pedras pra ela ficar no seco quando quisesse e sendol solta de vez em quando pela cozinha. E assim a vida passou e a Donatela viveu 10 anos nessa bacia.
Como eu fui ficando mais moça, não dava mais muita bola pra ela.. meus pais trocavam a água e davam a comida, mas eu nem me preocupava mais em soltá-la para os passeios diários. Então, em janeiro de 2007 nos mudamos de novo. A casa nova é bem maior, e, apesar dessa cozinha não ser tããão grande, o quintal tem muros gogantes é bem fechado, além de não ter contato com a frente da casa, ah, e também tem muitas áreas cobertas, além de um banheiro de empregada sem porta... conclusão, aqui, a Donatela ganhou a liberdade. Não entram gatos nem passarinhos aqui, e se entrar, a Milly e o Nino botam pra correr, aliás, os três (Milly, Nino e Donatela) convivem muito bem, obrigada. Nunca se morderam, e até brincam juntos. Vivendo livre no chão, a Donatela teve espaço rpa crescer... não se parece em nada com aquela tartaruguinha de aquário, mais um pouco e ela fica parecendo um cágado (exagero meu, mas ela é imensa. coloque suas duas mãos ao lado uma da outra. Colocou? Ela é desse tamanho).
Ontem ela reapareceu, e hoje eu tirei essa foto que está aí embaixo, e resolvi escrever sobre isso. Essas retiradas estratégicas que a gente faz na vida, pra reaparecer depois cheios de gás! É assim que eu me sinto, meio mole ainda, mas cheia de vida, recém-chegada de uma looonga temporada no Tibet, pronta pra dar o gás aqui.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Novidades
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Das melhores coisas da vida:
Dizer sim, quando ele pergunta se eu posso.
Seja lá o que for.
E foi uma hora ensolradada, em meio a esses dias nublados.
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domingo, 2 de novembro de 2008
Toda cura para todo mal
Sabe aquela história de 'quando eu me perco é quando eu te encontro'? Tudo verdade. Porque quando eu estou perdida dentro de mim mesma, sem saber de mais nada, e encontro um pedacinho do seu amor, aí eu me lembro de onde é que eu estou... estou em você, assim como você está mim. Para sempre. Muito obrigada por me fazer tão feliz só pelo fato de olhar pra mim! Eu não pensava que amar fosse tão divertido, tão adorável, tão refrescante, tão leve e tão precioso. Não tem custo nenhum, mas o lucro me faz ser a mulher mais rica do mundo!
Eu te amo, eu realmente te amo! E eu amo muito amar você!
=*8
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sábado, 1 de novembro de 2008
Criança Precoce
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