terça-feira, 25 de novembro de 2008

Radiola

Gente, domingo aconteceu uma coisa muito doida comigo... eu tinha acabado de reler um trecho de um livro (Coisas do Coração - Robin Jones Gunn) em que a menina, Cris Miller, estava em uma sorveteria com seu amigo colorido, e assim, meio sem querer, ela comentou com ele que a atendente da sorveteria era 'esquisita' (ela fez isso porque estava enciumada ao notar que a garota estava paquerando o rapaz). Então Ted, o amigo colorido, disse a ela para que não caçoasse das criações de Deus. Bom, isso foi um tapa na cara pra mim. Principalmente porque uma das minhas maneiras preferidas de me livrar da minha neura com a minh aparência é falando da aparência alheia. Eu sei que isso é muito feio, mas às vezes escapa... eu preciso tomar um super cuidado pra não morder a língua nessa hora, senão eu morro envenenada.
Então, cansei de ler e fui pra sala ver TV. Estou lá zapenado pelos canais quando passo pela TV Cultura e vejo uma mulher muuuuuito esquisita cantando. Achei ela tão esquisita, mas tão esquisita, que parei pra ficar olhando. Qual não foi a minha surpresa ao notar que a música era excelente, e que a tal mulher esquisita cantava divinamente. Adorei os falsetes, dela, o estilo, a forma como ela pronuncia as palavras, como encaixa a letra à melodia... Quando apareceu o nome da música corri pra anotar: "Ás Vezes" e a cantora é Tulipa Ruiz (até o nome dela é esquisito =P). Então hoje me lembrei de pesquisar, achei o vídeo e vou colocá-lo aqui pra vocês. Esse é o meu tapa na cara de hoje. Eu não consigo parar de achá-la estranha e nem de dizer isso (acho que vocês já notaram), mas também não consigo parar de ouvir essa música e tentar imitar o jeito dela cantar.
Deus não fez ninguém perfeito, ele deu defeitos e qualidades que se equilibram. Nunca mais eu falo mal das coisas que Deus criou. Eu heim!




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Devaneios e Embriaguez de uma Rapariga*

Eu queria escrever alguma coisa. Acabei de colocar o bolo pra assar, já limpei tudo que eu podia limpar, já vi tudo que eu queria na TV. Não estou com vontades de ler meus livros ou os livros que tenho salvos no computador. A internet não está funcionando; o G-talk e o MSN sim, mas eu não estou exatamente com vontade de conversar, apesar de estar on-line. Eu nem sei sobre o que quero escrever, mas eu quero.

Já orei, já li a Bíblia, já cantei, já conversei com Deus, já fiz o Nino dormir no meu colo (eu gosto de aproveitar a infância dos meus bichinhos), já li a Capricho nova que chegou ontem, já tomei banho (e fiz todos os meus rituais de beleza), já dei uma voltinha lá fora com a Milly... e ainda são oito da noite. Realmente estou entediada, sem saber direito o que eu quero.

Talvez ter largado a faculdade e todos os meus cem milhões e trabalhos não tenha sido uma boa... não que eu me arrependa das minhas escolhas de agora, mas também não estou mais certa sobre algumas coisas. Perdi um pouco da minha identidade. Quando estava na faculdade, eu era a faculdade. Eu vivia pro jornalismo, mesmo que não fosse a aluna mais freqüente da minha sala. Quando eu era viciada na blogosfera, eu era a blogosfera. Postava uma, duas, três vezes por dia, lia toooodos os blogs da minha lista de links e comentava. Quando eu estava em Divinópolis, eu fazia alguma coisa pra cuidar da casa, cozinhava, lavava roupa, e quando não tinha mais nada pra fazer, ou simplesmente quando eu não queria fazer mais nada, eu escutava música ou via TV com o Cochise. Agora estou de novo em Araçatuba, já fiz tudo que costumava fazer, só que não posso postar nem ler blogs porque a internet não colabora; não posso estar com o Cochise; e não tenho mais obrigações com a faculdade ou os trabalhos.

E o pior, é que eu nem sei porque estou escrevendo sobre tudo isso.

Antes eu vivia estressada ou chateada com alguma coisa; achava que era porque eu tinha uma vida muito corrida, e meu nível de estresse era alto mesmo. De vez em quando eu culpava a TPM. Só que agora, a minha TPM está beeeem longe, eu não tenho mais vida de universitária/escraviária/free-lance e continuo sendo uma chata. Tudo me chateia, tudo me irrita. Eu to tentando manter o controle, e tenho tido algum sucesso, mas não no que eu mais queria ter. Tem uma certa área da minha vida que não dá certo, mesmo já estando certa, dá pra entender? Não, né? Eu sei.

Às vezes eu abro a geladeira e fico rezando pra Clarice Lispector* pular de lá de dentro com uma daquelas citações maravilhosas, pra ver se me animo, como no dia em que ela me descreveu (“Pelo quarto parecia-lhe estarem a se cruzar os elétricos, a estremecerem-lhe a imagem refletida. Estava a se pentear vagarosamente diante da penteadeira ... os braços brancos e fortes arrepiavam-se à frescurazita da tarde. Os olhos não se abandonavam.”).*

Eu quero mudar o mundo. Sempre quis. Quando era mais nova, optei pelo Jornalismo não só pela minha paixão por escrever, mas porque eu era utópica e achava que fazer Jornalismo de verdade era falar a verdade, era ajudar as pessoas, era mudar o mundo. Eu queria pegar um livro, abrir, assoprar e ter certeza de que as letrinhas voariam por aí, espalhando poesia. Agora, tudo que eu faço é querer mudar o que não é como eu quero. Ta, falando assim parece até bonito e altruísta, mas é porque eu não estou me expressando direito (propositalmente). Eu queria tanto que algumas coisas fossem perfeitas... porque eu passei a vida toda sonhando com elas, e agora eu sinto uma espécie confusão interna por ver as coisas do meu passado fazendo mais sentido do que as coisas que eu escolhi pro meu presente. E o futuro? Será que vai ser assim? Tudo ao contrário do que eu idealizo, tudo me magoando, nada me preenchendo? Eu me sentindo sempre como a vergonha de alguém ao invés de me sentir a coisa mais importante, apesar de escutar isso? E o mais estranho, é que como Clarice nunca disse (mas que eu gostaria que ela tivesse dito), o meu incompleto me faz completa, porque mesmo não sendo completamente feliz, eu sou feliz completamente.



*Título e trecho do conto Devaneio e Embriaguez de uma Rapariga, do livro Laços de Família, de Clarice Lispector.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dos Regressos

Eu crio uma tartaruga, dessas de aquário, sabem? Ela está comigo há 11 anos. Comprei quando fui visitar minha tia em São Paulo, meus pais me deixaram um dinheiro pra passar uns dis lá com ela, aí já viram, né? Uma arotinha com 9 anos de idade, uma tia que não tinha filhos e tinha essa sobrinha como filha e... dinheiro. Bem, a última coisa que meus pais esperavam que eu trouxesse pra casa era um bichinho.

Eu sempre amei bichinhos, e com 5 anos eu tive minha primira tartaruguinha, a Naná, que tinha o mesmo nome da babá do meu primo Bruno, que, por sinal, também ganhou o Marcelinho, o 'tartaruguinho' dele quando eu ganhei a Naná. Nós éramos as únicas crianças da família até então, eu com 5 e ele com 3 anos, e éramos inseparáveis (bem, nós fomos inseparáveis até ele completar 15 anos e virar um adolescente meio EMO que tem os próprios amigos), então rolou essa homenagem, ele deu meu nome ao 'tartarugo' dele e eu dei o nome da amada babá dele à minha tartaruga (eu amava o bolo de chocolate dela, e queria ser merecedora de outro pedaço).

Ah, é claro que o sexo dos bichinhos nós é que decidíamos, né. E também só pra constar, a Naná trabalha com meus tios até hoje... eles juram que ela é a secretária do lar agora, mas eu tenho pra mim que ela ainda prepara as mamadeiras do Bruno. Mas isso fica só entre nós, ok?
É claro que o Marcelinho morreu loguinho loguinho, já que o Bruno dormia com ele no berço, e um belo dia rolou por cima do bichinho e o matou sufocado. Já com a Naná foi diferente... ela fugiu do banheiro de empregada onde vivia e foi para a praia de Itanhaém rever a família e os amigos, e ser feliz tomamdo um solzinho e nadando no oceano. Pelo menos foi essa a estória que meus pais me contaram, e que eu só descobri ser marmelada esses dias, quando me lembrei da Naná e dei por mim de que ela era tartaruga de água doce ¬¬


Bom, voltando à minha história dos 9 anos, andando pelo bairro da tia Márcia em São Paulo, eu entrei em uma lojinha dessas que vendem peixinhos e aquários, e me apaixonei de cara pelo aquário das tartaruguinhas... e com toda a minha meiguice e sedução (hã-ran), convenci a tia a me deixar levar a Donatela pra casa. E lá fui eu, toda pomposa, carregando o bichinho numa caixinha de isopor. Fiquei mais uns dias no apartamento da tia, tendo todo cuidado do mundo com a Donatela (que eu batizei assim porque era apaixonada pelas Tartarugas Ninjas, e Rafaela era um nome uito comum, Leonarda e Michelangela eram nomes muito feios no feminino, e claro que a minha tartaruga era menina... dã!).

Quando chegou o dia de voltar para Araçatuba, meu tio esquentou uma chave de fenda numa das bocas do fogão e fez furos na tampa da caixinha de isopor, e assim eu e minha tia viemos no ônibus, revezando quem segurava a caixinha, que eu não queria deixar que fosse colcoada em lugar nenhum, a não ser no meu colo ou no dela.
Bem, pra resumir, em Araçatuba meus pais nem fizeram o estardalhaço que eu estava esperando que fizessem quando vissem a tartaruga. E assim ela foi ficando. Ela era bem pequenininha, e vivia no quartinho de despejo, junto com os meus brinquedos. Uma vez na vida e outra na morte eu me lembrava de jogar uma folhinha de alface ou uma rodelinha de tomate pra ela, e de vez em nunca também eu a colocava no aquário pra nadar junto com o Júlio César e o Pôncio Pilatos, meus peixinhos. Pois é, ela nunca os comeu... até hoje eu admiro a força de vontade da Donatela. Menos de uma no depois nós nos mudamos. O Júlio e o Pôncio já haviam ido morar na praia também a essa altura, mas a Donatela foi com a gente.

Na casa nova, o quartinho de despejo, bem como o banheiro de empregada, ficavam do outro lado do quintal, e o quintal tinha contato com a frente da casa, onde o portão era alto com relação ao chão (o suficiente pra minha coelha Hifigênia quase ter se mudado pra praia também uam vez)... conclusão, eu não podia deixar a Donatela solta, nem nos fundos da casa... a solução arranjada foi colocá-la numa bacia bem grande, que ficava em um canto da cozinha (que nessa cara era imensa), com umas pedras pra ela ficar no seco quando quisesse e sendol solta de vez em quando pela cozinha. E assim a vida passou e a Donatela viveu 10 anos nessa bacia.

Como eu fui ficando mais moça, não dava mais muita bola pra ela.. meus pais trocavam a água e davam a comida, mas eu nem me preocupava mais em soltá-la para os passeios diários. Então, em janeiro de 2007 nos mudamos de novo. A casa nova é bem maior, e, apesar dessa cozinha não ser tããão grande, o quintal tem muros gogantes é bem fechado, além de não ter contato com a frente da casa, ah, e também tem muitas áreas cobertas, além de um banheiro de empregada sem porta... conclusão, aqui, a Donatela ganhou a liberdade. Não entram gatos nem passarinhos aqui, e se entrar, a Milly e o Nino botam pra correr, aliás, os três (Milly, Nino e Donatela) convivem muito bem, obrigada. Nunca se morderam, e até brincam juntos. Vivendo livre no chão, a Donatela teve espaço rpa crescer... não se parece em nada com aquela tartaruguinha de aquário, mais um pouco e ela fica parecendo um cágado (exagero meu, mas ela é imensa. coloque suas duas mãos ao lado uma da outra. Colocou? Ela é desse tamanho).

Bom, eu contei toooooda a tragetória de vida da Donatela pelo seguinte: nesse quintal, ela come as jabuticabas do chão, bebe água dos cachorros e dorme em qualquer buraco que encontrar. Com isso nós ficamos meses sem vê-la... às vezes procuramos, mas não a encontramos. Quando encontramos, ela está em um canto, imóvel, parecendo morta. Raramente ela aparece na varanda, aí é uma festa, eu dou banho nela com uma escova de dentes, minha mãe dá verduras, os cachorros empurram ela pra todos os lados... mas a questão é: Donatela se retira para ter um tempo consigo mesma, não gosta de ser incomodada, fica meses vivendo como os monges tibetanos, mas depois volta, feliz com si mesma, e deixando todo mundo feliz.

Ontem ela reapareceu, e hoje eu tirei essa foto que está aí embaixo, e resolvi escrever sobre isso. Essas retiradas estratégicas que a gente faz na vida, pra reaparecer depois cheios de gás! É assim que eu me sinto, meio mole ainda, mas cheia de vida, recém-chegada de uma looonga temporada no Tibet, pronta pra dar o gás aqui.



segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Novidades

Eeeee!
Gente, to passando bem rápido, só pra dar uma boa notícia: tchan tchan tchan.... tomei vergonha na cara. Pois é. Estou mudando umas coisas na minha vida, entre elas, este blog. Vou voltar a postar com vontade, como antes. Vou visitar os blogs amigos e comentar. Vou linkar novos amigos e excluir alguns links (vou fazer isso me baseando em quem me visita, em quem é meu amigo, em quem tem blogs bons, enfim, se você for excluído e ficar chateado, me avise que a gente conversa sobre isso, tá?).
Ah, e estou preparando um layout novo pra 2009, super fofo, mas bem mais 'mulher' e menos 'menina', que é como eu me sinto agora, beirando os 21 e casadinha!
Hoje estou correndo aqui pra ler uns capítulos extras de uns livros, mas amanhã eu apareço pra começar a cumprir minhas metas.
Muuuuito obrigada pelos comentários! Vocês são super!
Beijas!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Das melhores coisas da vida:

Dizer sim, quando ele pergunta se eu posso.
Seja lá o que for.


E foi uma hora ensolradada, em meio a esses dias nublados.

domingo, 2 de novembro de 2008

Toda cura para todo mal

A luz que eu vejo escapulindo dos meus olhos quando eu falo sobre você me deixa até espantada, sabia? E é com tanto amor, que eu acho que posso produzir fogo, só de olhar fixamente pra algum lugar quando penso em você.
Sabe aquela história de 'quando eu me perco é quando eu te encontro'? Tudo verdade. Porque quando eu estou perdida dentro de mim mesma, sem saber de mais nada, e encontro um pedacinho do seu amor, aí eu me lembro de onde é que eu estou... estou em você, assim como você está mim. Para sempre. Muito obrigada por me fazer tão feliz só pelo fato de olhar pra mim! Eu não pensava que amar fosse tão divertido, tão adorável, tão refrescante, tão leve e tão precioso. Não tem custo nenhum, mas o lucro me faz ser a mulher mais rica do mundo!
Eu te amo, eu realmente te amo! E eu amo muito amar você!
=*8


sábado, 1 de novembro de 2008

Criança Precoce

Um dos meus primos caçulas, João Gabriel, 7 anos e eu na casa da minha avó ontem:

-Lindo, vamos falar com o Papai do Céu antes de nanar?
-Sim! (juntando as mãozinhas e fechando os olhos) Querido Papai do Céu, obrigado por tudo. Continue me protegendo, por favor, todos os dias; de noite, de 'madugrada', de manhã, de tarde e na entresafra. Amém.