sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O que eu penso do amor

O amor para mim não é algo definível ou idealizável, apenas em parte. Apenas acontece e deve ser vivido. Aliás, se sentimento algum é descritível, imagine o amor, que parece ser o mais complexo de todos...

Mas se eu tivesse que, de algum modo, arrumar uma maneira de definir o amor, eu me basearia em tudo que já li (não necessariamente sobre amor, mas sobre romance, sentimento, reciprocidade), em tudo o que ouvi, em tudo o que pensei e em tudo o que minha alma definiu como sendo a minha idealização particular de amor. Isso consiste em uma mistura de coisas simples e complexas.

O amor, para mim, é quando você tem um sentimento tão puro e bom por outra pessoa que sequer é capaz de imagina-la infeliz. Você a quer sempre da melhor maneira possível, e faz tudo para que isso aconteça... se preocupa, cuida, abdica da sua própria felicidade muitas vezes, porque só a felicidade da pessoa amada já é capaz de satisfazer seu coração. Você se dedica, pensa na pessoa nas horas prováveis e nas improváveis, quer contar seu dia, sua vida, quer saber sobre o dia dela, quer fazer parte da vida dela e não se opõe quando ela começa a fazer parte da sua também.

O amor é doação total, é recepção total; sem relutâncias. É brigar para depois fazer as pazes. É fazer as pazes para sentir o frio na barriga de um beijo. É mudar de planos, porque os seus planos não davam para duas pessoas. É perceber que você pode viver os sonhos de outra pessoa comos e fossem seus. Existem diversas formas de amor.. amor de pais, amor de família, amor de amigo, e o amor empírico – esse de casal.

As formas de amor são diferentes, mas o sentimento é sempre o mesmo; é esse cuidado, essa preocupação, essa ternura, carinho, saudade, compatibilidade / ou incompatibilidade, mas munida de compreensão e companheirismo. O amor é o que move a vida. É uma noite de chuva com um bom filme, é ter uma mão para segurar, um coração pra dividir as dores, os problemas, as alegrias, as angústias, as ansiedades... e não precisa ser com um ‘amor’, isso tudo pode ser com um amigo, uma outra pessoa a quem você ame.

O amor uni, constrói, multiplica, cura, entende, ajuda, aquece, conforta, sustenta, diverte, alimenta, sorri, chora, consola, alegra... inspira. Mesmo quando vem acompanhado de dor, ainda assim é amor, e tem todos os poderes do mundo, é só saber explora-lo da forma certa.




"Teus olhos verdes são maiores que o mar.Se um dia eu fosse tão forte quanto você eu te desprezaria e viveria no espaço.Ou talvez então eu te amasse. Ai! que saudades me dá da vida que nunca tive!”

(Tom Jobim)

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