segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Deixe o gordo ser gordo!

Existe uma preocupação imensa por parte da sociedade (magra) com a saúde dos gordos. Algumas pessoas (inclusive eu, no ápice da minha TPM e irritação) costumam chamar essa preocupação de "preconceito disfarçado". 

É claro que não dá para generalizar. Algumas pessoas realmente se preocupam com isso (por experiências pessoais, na maioria dos casos), outras pensam que se preocupam mas no fundo apenas odeiam os gordos. Há também as que realmente escondem o preconceito atrás da falsa e preocupação e, claro, também existem as pessoas que tocam o foda-se pro disfarce e deixam claro que preferiam o mundo livre dos gordos hahaha (porque só rindo, né?!). 

Não importa qual seja o seu caso, apenas foque em uma coisa: deixe os gordos em paz. Se você acha mesmo de extrema importância falar, alertar, dar a sua opinião para aquele amigo ou parente gordeenho, faça isso. Mas faça apenas uma vez e com discrição. 

Não adianta nada ficar tocando no assunto sempre, dando "toques" quando a pessoa vai comer alguma coisa na sua frente, mandando links, marcando em comentários de matérias, e etc. O máximo que você vai conseguir com isso é perder o amigo. Na boa, isso é muito chato. Em geral, 99,9% das pessoas sabe q refrigerante é veneno, açúcar faz mal, e quase todo mundo sabe o que se deve ou não comer. Quem é gordo, ou tem algum disfunção ou simplesmente não consegue comer menos e direito. Dificilmente você vai encontrar um gordo que é assim por ignorância.

Não estou dizendo que os gordos amam ser gordos (em alguns casos isso é verdade, sim, mas de novo: não generalizemos), mas também não são todos os gordos que se odeiam. Pelo menos não até perceberem o quanto a sociedade é preconceituosa. Muitos gordos começam a se odiar apenas em resposta ao que recebem do mundo e isso sim é que não é nada saudável!

Toda essa pressão ao redor da obesidade acaba com a saúde psicológica dos obesos. Muitas vezes uma pessoa de bem com o próprio corpo roliço acaba se tornando amargurada por não ser como o mundo exige e por não conseguir emagrecer (por N motivos). A hipertensão, o diabetes, o colesterol e todas as outras doenças assustadoras (que costumam ser recorrentes da obesidade) estão aí, mas acredite, a depressão, o suicídio, a não aceitação, o hate yourself também estão aí, então não foda com a cabeça do seu amiguinho só por achar que ele precisa emagrecer. Vá lavar uma pia de louça e cuide da sua própria vida :) 

Além disso tudo, são inúmeros os fatores que levam à obesidade e as pessoas muitas vezes se esquecem disso ao olharem torto para os gordeenhos. Às vezes as pessoas engordam por distúrbios hormonais, psicológicos, doenças patológicas e etc etc etc; nem sempre o gordo é vagabundo, comilão, guloso e sem noção como muita gente pensa. 

Portanto, minhas gentes, nós já sabemos de todos os perigos de ser gordo. Se somos gordos, apenas nos deixe em paz. Ofereça sua ajuda, dê os seus conselhos e depois, largue do nosso pé. Algumas pessoas vão mudar, outras não vão, mas essa é a vida. Você não precisa amar os gordos, apenas respeite o que cada um é e sejamostodosfelizesamém. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Feliz primeira década de vida!



Hoje este blog completa 10 anos de vida! Em 2006 entrei na faculdade de jornalismo e criei este blog com um único propósito: ser colaboradora do Tudo de Blog da Revista Capricho. Se deu certo? Bem... claro que deu! Por 4 anos consecutivos eu fui uma felizarda colaboradora da revista que eu tanto tinha amado na minha adolescência! Fiz muitas amizades e tive experiências realmente bacanas.

Um os fatores que me impulsionou a entrar para o Jornalismo foi justamente a Capricho. Li a revista minha adolescência inteira (e ela era bem diferente do que é hoje, desculpe a honestidade, rs) e conforme a revista foi se modificando eu fui criando a utopia de que o Jornalismo para Adolescentes era uma das chaves para salvar o mundo, que os teens precisavam de um jornalismo bem feito especialmente para eles, na linguagem deles e que falasse sobre assuntos importantes para a formação do caráter e etc. Eu me imaginava como uma repórter da Capricho que falaria de assuntos sérios com tom descontraído e que daria sua colaboração para a melhora do mundo. Se deu certo? Bem... claro que não! 

O mundo definitivamente não estava (e ainda não está) preparado para mim HAHAHAHA
Brincadeiras à parte, nada deu certo, minha vida no jornalismo foi arruinada por terceiros e eu acabei mudando totalmente minha vida profissional (para quem não sabe, eu ainda trabalho no ramo da comunicação, mas como redatora publicitária, analista de mídias sociais, gerente de marketing digital, e por ai vai). Só tenho a agradecer àquele editor FDP que jogou água na minha carreira jornalística, porque eu, honestamente, manjo muito do que faço hoje e sou totalmente feliz =D

No fim das contas o blog acabou se tornando um espaço para o registro das minhas memórias nas mais variadas formas: vídeos, músicas, fotos, imagens, textos nada  ver (HAHAHA de novo)... mudei o nome do espaço de Infinito Particular para Cotidiano. Desativei por mais de um ano. Voltei. mudei de Cotidiano para Infinito Particular de novo (mas, na verdade, o nome do blog em si nem importa tanto, porque todo mundo acaba chamando de contapramarcela). E agora aqui estou eu, de volta depois de mais de um ano parada, totalmente enferrujada, sem a menor noção do que eu tô fazendo, mas tããão feliz!

Sejam bonzinhos comigo, leiam, comente, compartilhem, mandem o link pros amiguinhos, me incentivem e me inspirem para que este blog volte a ser constante e com algum conteúdo legal, hehe

Em resumo: Feliz aniversário, broguinho, eu continuo te amando! Obrigada pelos anos lindos, pelas portas abertas, pelas alegrias, pelas amizades sinceras que me trouxe e por sempre "me ouvir"! 

UPDATE: Acabei de ter uma bela lembrança do momento de criação do blog. Era 19 de setembro de 2006, uma terça-feira de sol, dia do aniversário da minha prima Mayara (uma grande influenciadora da minha infância e adolescência). Eu estava no laboratório de redação da faculdade sem muito o que fazer, querendo escrever e pensando no que fazer da minha vida. Lembrei da Capricho. Lembrei que tinha lido algo sobre o Tudo de Blog, uma nova sessão da revista e do site. Lembrei que eu já tinha pensado em fazer um blog só para concorrer. Aproveitei o tempo livre e meti as caras! Fui alimentando o blog até ele ter conteúdo suficiente, me inscrevi no Tudo de Blog e aqui estou eu, até hoje apaixonada por blogs ❤



PS: peguei esta imagem na net, não sei onde, por isso está sem créditos... e editei com o(s) nome(s) do blog :) 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sobre o “Coitadismo”

Ao contrário do que você pensa, este não é um texto de abaixo o coitadismo. Mas também não é um texto pró. É apenas um texto sobre mim. 

Dizem por aí que o coitadismo é a síndrome de "sempre eu", "pobre de mim", "nada dá certo comigo"... Mas o buraco é muito mais embaixo, meu senhor. Sou uma coitadista convicta, e não por achar bonito, apenas por reconhecer que eu tenho a tendência de sentir pena de mim mesma e de me lamentar. Mas acontece que os fatos da minha vida falam por si só. Pelo menos pra mim. 

Durante toda a minha vida eu me senti um ser humano inferior. Nada do que eu fazia era elogiado pelos meus pais, parentes ou professores. Eu nunca achei que tivesse algum talento. Sempre fui uma aluna mediana (aquela que tira nota baixa em exatas, fica de recuperação, se mata de estudar e passa com a média raspando no final). Nunca fui a mais bonita e, pra ajudar, sempre fui gorda, em uma sociedade totalmente preconceituosa.

As pessoas passaram a minha adolescência inteira inventando métodos para me “dar de presente” tratamentos para emagrecer, disfarçando o preconceito em preocupação com a minha saúde física. Isso degradou a minha saúde emocional, mas nunca vi ninguém se preocupar em me dar tratamentos para isso. Nem apoio. Nem carinho. Nem diálogo.

Pelo contrário. A minha depressão nunca foi compreendida nem aceita. Recebi apelidos gozadores, fui taxada de preguiçosa, vivi momentos de verdadeiro inferno emocional por pressão com coisas como “você não lavou a louça e isso faz de você a pessoa mais preguiçosa e descomprometida do mundo”. 

Sempre tive a visão clara de que a minha família me amava pelos laços sanguíneos, mas que não gostavam de mim como pessoa. Nunca fui a companhia ideal de ninguém, nunca fui a melhor amiga de ninguém nem a pessoa preferida de ninguém. Milhares de vezes testemunhei minhas primas serem mais próximas da minha mãe do que minhas. E o que tem de mal nisso? Nada! Espere até o seu melhor amigo começar a namorar a sua mãe que você vai me entender. É uma sensação de troca, de que alguma coisa está errada ali, de que alguma coisa está errada com você.

Isso sem mencionar a “mundana”, distante de Deus, não convertida que eu sempre fui aos olhos da minha família (constituída por muitos, muitos crentes). O fato de eu ser contida nas minhas expressões (gerais, não apenas de fé) deu aos crentes o direito de me julgar. Contraditório, né? Mas foi assim mesmo. “Marcela, vou te mandar um versículo por dia” “Não precisa, eu tenho aplicativos pra isso e também sei abrir a Bíblia” “Ah, mas eu vou mandar” (afinal a minha fé é muito maior do que a sua – fica subentendido, né?)... E vai dispensar pra você ver só. "Marcela, senti um desejo enorme de orar por você" (porque você é uma pobre alma perdida que precisa de muita oração, fia - fica subentendido de novo). 

Muitas vezes me senti inferiorizada diante de outras pessoas. Sabe aquela velha historinha conhecida de todo mundo? “Mão compra uma bolacha pra mim?” “Não”, aí o seu irmão pede e ela compra. E assim eu fui crescendo, com conflitos cada vez maiores e mais profundos, muito além de um pacote de bolachas. 

Os meus conflitos sempre foram vistos pelos outros como superficiais, sem importância ou infundados. E o menosprezo foi, mais uma vez, entranhando na minha mente e na minha alma toda a minha pequenez diante do mundo. Como alguém não vai ser coitadista desse jeito, minha gente? É uma questão de enxergar que você nunca tem valor nem importância e sentir pena de si mesmo, siiiiiim! E por que não? Até por ser coitadista a gente acaba sendo julgado de coitadista, meu Deus, é um ciclo sem fim. 

Não sei pelas minhas experiências ou se por ser um traço da minha personalidade mesmo, mas fui me sentindo cada vez mais uma coitadinha. Cheguei ao ponto de sentir pena de mim mesma. Sempre soube que as pessoas detestam a autopiedade, mas liguei o foda-se pra isso e dei vasão aos meus sentimentos e impressões. 

Existe uma graaaaaande diferença entre se fazer de vítima e não buscar melhorar as coisas e apenas reconhecer fatos. Eu reconheço todos os fatos desgraçados sobre a minha vida. E mesmo sendo tudo o que eu falei aí em cima, eu nunca deixei de correr atrás. Fiz faculdade, fiz pós-graduação, me esforcei pra caramba. Fiz terapia, fiz psicanálise, tomei remédio, fiz exercício e nada adiantou. Não consegui bosta nenhuma da vida, mas não fiquei parada chorando e implorando atenção de ninguém. Por isso é que eu saio do sério quando alguém vem com o famoso “você é muito coitadinha”... cara, eu sou mesmo. Literalmente. 


PS: não precisa chacotar nem ter peninha de mim, o espelho já faz as duas coisas todas as manhãs.
Obrigada, de nada. 

PS2: este texto não é um pedido por elogios disfarçado. 

PS3: não sei como o gato aguenta 7 vidas, eu não to aguentando uma!

PS4: não precisam vir com o setembro amarelo comigo não, eu não tenho planos de me matar; pretendo ser sofredora (Maria do Bairro mode on) e reclamar disso por muito tempo ainda HAHAHA

PS4.1: leve o texto mais para o lado do humor do que para o lado da lamentação exatamente :P  Apesar de que é. só que não é... bom, deixa pra lá! 


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Eu não sei mais ser blogueira

Disposta a ressuscitar meu blog no mês em que ele completa 10 anos, decidi dar uma revisada no conteúdo e... meu Deus. Como foram mais de 2 mil posts nos anos em que ele esteve à todo vapor, percebi que revisá-lo (afim de não manter publicados textos publicitários e outras coisinhas) seria uma tarefa impossível. Optei por converter todos os posts em rascunhos, desta forma, conforme a vida for deixando, eu vou republicando os que estiverem aptos HAHAHA
Então não se assuste com um blog de 10 anos completamente vazio, aos poucos ele vai retomando a vida (ou ganhando vida nova, não sei) ;)

Outro impasse que encontrei pelo caminho: eu não sei mais ser blogueira. A realidade da blogosfera mudou muito. Facebook, vlogs, youtubers, tudo isso modificou demais a internet e a forma de expressão online. Confesso que, fora o Facebook (praticamente abandonado), eu não testei nenhuma outra forma de interação da moda, mas já posso adiantar que nada é como o meu querido bloguinho...
A sensação de acolhimento do meu mundinho que, ainda que público, sempre foi intimista e cheio da minha mais profunda sinceridade... aiai. 

Não sei explicar o motivo, mas sempre adorei escrever aqui, por isso voltar tem sido uma "perturbação" constante na minha mente. Espero conseguir manter alguma frequência, retomar antigas amizades e, quem sabe, conquistar um público novo!

Hoje vou ficar por aqui porque a inspiração ainda não voltou de vez (hahaha), mas assim que baixar aquele santo, eu volto! Ah, e não se empolguem demais, apesar de algumas diferenças que a maturidade vai trazendo (afinal, comecei o blog com 18 anos e já estou com 28!), eu ainda sou a mesma pessoa cheia de dramas, que gosta de desabafar e que não tem nada de muito interessante pra contar :P