sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Escuridão

Não se precisa ser a luz do mundo quando se pode caminhar no escuro, adaptando os olhos à penumbra e descobrindo aos esbarrões o que há a nossa volta. Sozinho isso dá medo. Em dois, ainda dá medo, mas há com quem conversar, rir, brigar, compartilhar, se apoiar.
Vamos?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um post inutil, só pq me deu vontade de escrever =]


Querido Leitor 

No verão passado, minha mãe encontrou meus trabalhos escolares e os mandou para mim. Meu marido, Ross, e eu rimos quando lemos o comentário da professora da primeira série no fim do ano letivo: “Robin ainda não consegue trabalhar com as habilidades matemáticas básicas. Apesar disso, ela consegue manter toda a classe entretida na hora do tapete com suas historinhas imaginárias” Aí está onde a paixão por contar histórias começou! (Isso também explica porque eu não consigo fazer meu balanço financeiro).

Ross e eu trabalhamos em um ministério com jovens em período integral nos últimos dezessete anos. Enquanto nossos filhos eram bebês, eu escrevi alguns artigos e escrevi alguns livros infantis. Para minha alegria, eles foram publicados! Então as meninas no nosso grupo de jovens começaram a me pedir a escrever alguns livros para elas, então eu escrevi uma série de doze livros chamada Serie Cris. A paixão por contar histórias continuou a crescer. 

Segredos é meu primeiro livro para adultos. Como todo recém-nascido, há um certo deslumbramento no momento em que ele finalmente é conhecido. E um tanto de alegria. Estou alegre porque este livro é um romance. Se eu continuar contando histórias, quero continuar contando romances porque, pra mim, romance é a essência da redenção. Pense em um amante incansável que busca seu primeiro amor até que eles finalmente se unem. Deus é o amante incansável, e nós somos o seu primeiro amor. 

Obrigada por ler este livro. Compartilhar com você essas histórias é um tipo de hora do tapete. Tomara que passemos muitas horas dessas juntas. E que este romance te leve aos braços do amante incansável que conhece os segredos do seu coração. 


Sempre,
Robin Jones Gunn. Segredos – Série Glenbrooke


*


Engraçado como a Robin e suas histórias se parecem comigo. Primeiramente, eu gosto muito de escrever. Já escrevi muitas histórias e meu sonho era ser uma autora de infanto-juvenil como ela. E isso tud desde antes de conhecer as obras dela. No entanto, ela começou na década de 80, o que facilitou. Já nos dias de hoje, com um mundo saturado em todas as áreas, acho que escrever livros comuns e sem grandes emoções (não é uma crítica, é uma observação - como eu gosto. Gosto de romances, de pessoas, cada um com suas facetas diferentes e maravilhosas) se torna uma tarefa pouco aproveitável, dá a sensação de que ninguém vai se interessar. Isso me desestimulou como escritora.

No entanto este texto é para falar das minhas semelhancas com as personagens da Robin. Como já contei em outro texto, eu me identifico muito com a Cris (série Cris, a primeira série da Robin e a primeira que li também). Mas depois que sai da adolescência, a coisa mudou um pouco... a Cris se casou, e eu terminei meu relacionamento. Passei então a ler a série Katie e me identifiquei muuuito com ela e seus momentos, mas no final a Katie foi pedida em casamento. Perdeu a graça, porque parei de me identificar de novo.

No momento, estou lendo a série Glenbrooke, uma série para mulheres adultas. Acabei de ler o livro Segredos e não me identifiquei muito com a Jéssica, pois ela era uma menina rica e distante de Deus. No entanto, ela tem 25 anos e os sonhos e sentimentos dela se confundiam com os meus facilmente, comecei a me interessar pela moça que trocou a vida de luxo por um chalezinho simples em uma cidade de interior, que queria pendurar a própria roupa no varal e ter um garotinho cantando aos seus pés...

Agora estou no segundo livro, Sussurros. Teri também tem 24 ou 25 anos e está vivendo muitos conflitos internos por estar solteira, em busca de um relacionamento bacana. Ela começa o livro sendo paquerada por 3 homens completamente diferentes, tentando definir qual deles faz fogos de artificil explodirem em seu coração. Ela gosta das sensações, ela ora, ela procura conhecer as pessoas.

Ontem meu amigo Gabriel me disse que sou muito carente. Eu concordo, em partes. Mas a verdade é que cada pessoa foca na vida naquilo que mais lhe interessa; algumas pessoas se preocupam com a carreira, outras em ter muito dinheiro, outras em simplesmente viver... eu foco no amor. Para mim o fundamental é estar bem com tudo e todos, e, para isso, eu preciso amar, ser amada e viver uma relação saudável e divertida. 

Não pense que eu gosto de me lamentar da vida ou de buscar o amor incansavelmente, mas essa é uma característica minha da qual não consigo (e não sei se quero) me livrar. Entendi que eu não sou canrente, sou como uma personagem de um livro de romance água com açucar: sou doce, romantica, necessito de sentimentos. Será que um dia viro livro? =P

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tá sentindo esse perfume?

SENTIU? TEM NOVIDADE NA ÁREA!! E CHEIRA A AMOR E COTIDIANICE.

Antes de contar a novidade, preciso explicar os fatos. 

Há menos de um mês completei 6 anos blogando. Quando nasceu, este blog se chamava Infinito Particular, e assim se chamou até o último final de semana. Era um blog sobre mim, sobre meus gostos, meus sonhos, meus sentimentos.

Durante sua "vida", este cantinho mudou de cara muitas vezes, acompanhamento as minhas mudanças internas, de ponto de vista, de desejos, de formas de encarar a vida e até de interesses profissionais.

Esta última mudança, no entanto, está sendo mais lenta, porém tem sido também a mais intensa de todas. Não mudei apenas a imagem de topo do blog, mudei seu título; Cotidiano foi escolhido porque mudei, principalmente, o conteúdo do blog. Agora escrevo histórias e estórias, a maioria reais, as quais interpreto, dou o meu ponto de vista, e todas estas historias são sobre amor. Amor romântico, amor platônico, amor ágape, amor fraternal. A maioria delas sobre um home e uma mulher e o amor romântico. E mais uma vez, a maioria delas é sobre amores imperfeitos, como as pessoas são na realidade, imperfeitas, e quase nunca com finais felizes, porque eu acho que poucas pessoas são abençoadas com finais felizes. E, no mais, se as pessoas ainda estão vivas, as histórias não acabaram, certo? Pode ter acabado um ciclo, mas uma "personagem" sempre pode encontrar outra em uma curva do destino e as histórias podem ser reescritas. 

Cotidiano porque tudo isso acontece todos os dias, bem debaixo dos nossos narizes,  ou com nós mesmos, nós é que gostamos de fingir que não vemos, que não entendemos, que não sentimos ou que não vivemos.

Bom, é isso. Aos poucos as his(es)tórias irão surgindo. Espero que gostem!



                                            "Amores imperfeitos são as flores da estação"... 

Amor, moderno amor...





Luciano e Marina se conheceram numa sala de bate papo online.

Ele, 27 anos, casado, em busca de uma tórrida paixão.

Ela, 22 anos, solteira, meiga, sonhadora, em busca do grande amor de sua vida.

Saíram do chat e passaram para o messenger. Conversaram. E no dia seguinte de novo. E depois de novo. Havia alguma coisa nela que Luciano não sabia denominar, mas que o prendia. 

Marina tentava resistir. Não queria carregar para si a culpa de se relacionar, ainda que virtualmente, com alguém comprometido. 

Mas Luciano não a deixava em paz. Enviava fotos, puxava assuntos, a elogiava... a alma feminina e altamente influenciável de Marina se sentia maleável na companhia dele. 

Um dia ele propôs um encontro. Ela relutou. Ele propôs de novo. Ela aceitou. Saíram, tomaram um vinho, conversaram. O contato olho no olho e o toque das mãos causava aquela famosa sensação de borboletas no estômago de ambos.

Os dois sabiam que haviam "se encontrado". As almas estavam se completando. O afeto crescia. Mas havia uma diferença entre eles: Marina acreditava que, diante um encontro de almas, a vida devia mudar e se encaixar à realidade do coração. Luciano estava acomodado, e tinha também afeto pela esposa, ele não pretendia mudar sua vida nem mesmo por um rostinho doce como o de Marina.

Luciano foi levar Marina em casa e a despedida não poderia ser mais clichê: se  beijaram. Foi como se o mundo parasse. Ambos sentiam as mesmas sensações.

Continuaram se falando vez ou outra, quando ele conseguia se desvencilhar das obrigações de marido para ir para a internet. Ser o segundo plano, e não a prioridade, estava matando Marina aos poucos. Ela queria mais da vida.

No entanto, ela resolveu que não seria hipócrita com a própria alma. Se a alma queria, mesmo que a cabeça contrariasse, ela não se privaria de viver. Saiu mais uma vez com Luciano.
E se fez o encontro entre os corpos.

E para os dois aquela noite se tornaria memorável. Uma lembrança doce, feliz, avassaladora, feroz, completa, terna, faminta, e todos outros adjetivos que só o desejo é capaz de trazer consigo.

Ao se entregarem, ambos já sabiam que nada mudaria. Aliás, mudaria, sim. No dia seguinte, quando se falassem pela internet, ela estaria mais fria. Ele tentaria puxar assunto, ela pensaria na esposa dele deitada no quarto e a conversa se tornaria mais dura. E no outro dia mais dura. Até o dia em que simplesmente não se falariam mais.

Porque Luciano voltaria para sua vida, tendo vivido a paixão de que precisava para reavivar suas energias. Marina também voltaria para sua vida, continuaria procurando um amor de verdade, dessa vez com um pedaço a menos de seu coração.

Marina e Luciano jamais se esqueciam.

Simplesmente porque é assim que funciona a vida real. Nada é como em um filme de sessão da  tarde. Grandes amores não mudam vidas estáveis e não transformam tudo em um sonho. Luciano sabia disso. Marina aprendeu.



PS: Todas as minhas historias parecem iguais. Mas há uma razão para isso, e ela se chama "cotidiano".


domingo, 4 de novembro de 2012

Pudim de Santo Cristo



Um torpedo enviado para o número errado ocasionou um diálogo sem grandes pretensões entre Maria Lúcia e Pablo. 

Ele respondeu a mensagem daquele número desconhecido dizendo que deveria ser engano, pois não fazia ideia de "quantas xícaras de açúcar eram necessárias para a calda dar liga". Maria Lucia deu risada de si mesma ao perceber que havia trocado o 3 pelo 6 ao tentar enviar o torpedo para a mãe.

Respondeu se desculpando pelo engano. Pablo achou engraçado e respondeu de novo, querendo saber se a calda era de pudim, porque ele amava pudim.

Maria Lucia disse que era pudim, sim, e que ele poderia aparecer para provar um pedaço como desculpas pelo engano. 

E foi assim que aconteceu. Trocaram torpedos durante toda aquela tarde de sábado e, a noite, e no domingo. E durante a semana inteira.

Maria Lucia já conseguia nutrir por Pablo um grande afeto, mesmo sem saber sequer de que cor eram os olhos dele. Pablo já tinha pensamentos maliciosos com Maria Lucia, mesmo sem saber se o cabelo dela era curto ou comprido.

E foi assim, interessada em talvez encontrar o grande amor da sua vida, que Maria Lucia foi se rendendo e entregando seu coração àquele desconhecido. E foi assim, interessado em mais uma transa, que Pablo foi deixando as coisas rolarem.

Os torpedos evoluíram para alguns telefonemas a noite e Maria Lucia tentou explicar a Pablo que ela não era exatamente como ele pensava. Ela tinha algumas peculiaridades que a faziam se sentir diferente e desmerecedora. Mas de tanto sua mãe dizer que ela era especial, que alguém muito legal ainda a amaria, Maria Lucia começou a acreditar em contos de fadas.

Pablo dizia que não se importava. Que já gostava dela, que gostaria mais e mais, independente de como ela fosse. Maria Lucia acreditou.

Pablo dizia que queria casar, ter 2 filhos. Maria Lucia também acreditou.

Marcaram o encontro. Ela caprichou no rímel, pensando que ele fosse reparar em seus profundos olhos castanhos. Ele comprou camisinhas.

Se encontraram em uma noite quente, na casa dela. Ela havia feito pudim, perfumado a sala, colocado flores. Ele reparou apenas no tamanho dos seios dela e nas curvas de sua cintura. Ele de fato notou as peculiaridades de que ela havia lhe falado, mas naquele momento não se importou; não queria perder a oportunidade que estava bem na sua frente de ter uma mulher que lhe satisfizesse as vontades carnais.

Se beijaram. Para ela foi terno. Para ele, quente. Ele tentou usar o corpo dela de todas as formas quanto podia. Ela se afastava. Ele foi embora cedo. Ela telefonou, mas não obteve resposta.

Pablo não era tão doce quanto ela pensava. Ele não gostava de gatos. Não gostava de crianças. Não gostava dela. Mesmo assim ela se lembrava que o beijo dele era bom, e isso a fazia sorrir.

E no dia seguinte, ainda inebriada pela felicidade de ter estado com ele, Maria Lucia telefonou de novo. Dessa vez ele atendeu. E depois de 2 minutos de conversas sem sentido, ele disse que "não rolava", as peculiaridades dela não serviam para ele.

Outra vez Maria Lucia via seu conto de fadas se desfazer. Mas desta vez ela se propôs a entender que a vida sempre seria assim. Ela era apenas Maria Lucia, a garota esquisita de quem ninguém nunca gostava. a unica forma de ela ser aceita, era dando ao mundo o que o mundo queria. Mas isso ela não estava disposta a fazer.

Pensou em pegar a winchester 22 e pedir que seu amigo João desse cabo de sua vida. Mas a vida era muito mais entediante do que as músicas, e Maria Lucia sabia disso. Trocou o número do celular para não precisar nunca mais correr o risco de esbarrar em torpedos ou ligações de Pablo. Continuou vivendo.

Maria Lucia descobriu que, para ela, a morte era que ela teria de passar a vida tendo que lidar com o amor. Aquela era, sem duvida, a morte mais dolorosa de todas. Pelo menos para uma alma como a dela.



Maria Lucia era uma menina linda. Mas ninguém lhe prometeu seu coração.*

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Amanhã



Glória estava ansiosa. Ela sabia bem o motivo que lhe causava um nó no estômago, aquele tipo de nó que não a deixara sequer comer toda sua salada no almoço.

"Você está nervosa. Não pára de balançar essa perna", comentou a colega de trabalho. Mas Glória não precisava ser avisada de que estava esboçando seus sentimentos, ela fazia isso conscientemente, ainda que contrariada.

Justo ela, que sempre tivera tanto autocontrole... se mantivera firme nos três últimos dias, guardando só para si as sensações de estar tão próxima de conhecer o resto de sua vida. Mas agora, na véspera, Glória não estava mais cabendo dentro de si. Escreveu um post-it, um cartão, uma carta, um texto, foi se sentindo extravasar, foi se aliviando.

Era estranho para ela se sentir assim. Era uma sensação nova. Embora ja tivesse vivido coisas grandes, aquela lhe parecia ser de uma dimensão bem maior. Dessa vez a sensação não vinha acompanhada de agulhadas no coração, mas sim de um friozinho gostoso na espinha e de uma pressao simpática na boca do estômago. Glória ria de si mesma ao notar que achava agradáveis os sintomas de sua ansiedade. Aquele medinho do incerto misturado à expectativa lhe faziam cócegas em lugares que nem sabia que existiam.

"Não crie muita expectativa, pro tombo não ser alto", dizia a si mesma. Mas outra parte dela repetia que daria tudo certo, que as coisas só não seriam perfeitas porque não existe nada perfeito. Então ia se mantendo assim, na corda bamba das emoções, crendo no melhor, mas lembrando-se de cogitar o pior. Assim se mantinha equilibrada. Quando se via prestes a pirar, mentalizava o azul-calcinha, recitava o mantra "tudovaidarcertoagoraesempreamem" e se focava no que havia idealizado de mais lindo para o dia seguinte.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Feliz dia das Bruxas



Minha Bruxa predileta, Elvira, a Rainha das Trevas *__*

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ele. Ela.

De todas as surpresas que já havia tido na vida, a maior surpresa para Dora foi quando entrou no MSN e se deparou com a frase de status de Fernando. Não era nada direto nem específico, mas o simples fato de ele ter mudado sua frase (que há 5 meses era a mesma) por algo que parecia ser para ela, já fez com que seu coração mudasse de ritmo. Fernando não costumava expressar seus sentimentos de forma tão clara quanto Dora.

Por mais que tudo fosse bacana e a maioria dos momentos juntos fosse bom, Dora vivia ainda a incerteza sobre Fernando. Era como se uma sombra sempre a acompanhasse, roubando a determinação do futuro. Uma sombra de algo que era culpa dela, só dela, e que ela lutava para mudar agora.

Dora era do tipo que costumava esperar demais dos outros. Cansava de ouvir de sua tia que a felicidade deveria depender apenas de si mesma, e não dos outros, mas não conseguia fazer desta sua filosofia de vida; sempre esperava que alguém lhe desse aquilo de que necessitava. Não era exatamente uma pessoa dependente, mas gostava de ser mimada.

As vezes via pelo facebook que uma amiga havia se casado e sentia uma pontinha de inveja. Já tinha escolhido pelo menos umas 7 vezes qual seria seu vestido de noiva, mas não tinha a certeza de que se casaria. Aos 26 anos, Dora sequer havia recebido flores em sua casa, nunca tivera uma almofada de coração escrito 'eu te amo'. Se sentia uma imbecil por desejar coisas tão pequenas e mundanas, então guardava só para si esses pequenos detalhes de ser quem era e dos desejos mais bobos que tinha.

Mas também havia em seu coração sonhos grandes, e esse era seu maior elo com Fernando. Os dois sonhavam juntos sonhos que não caberiam na cabeça das pessoas normais, mas que cabiam folgadamente em dois corações ambiciosos e altruístas como os deles. Ambiciosos e altruístas... isso soava tão contraditório! E só Dora entendia como podia ser possível e bonito sonhar assim. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro


Hoje, 29 de outubro, é o Dia Nacional do Livro! 
Que delícia! Livros são uma das minhas maiores paixões!
Só com um livro você é capaz de viajar pelo mundo (e fora dele), conhecer personagens incíveis, ser personagens incríveis!

Desde muito cedo fui muito incentivada à leitura pelos meus pais. Ainda na barriga da minha mãe, só três coisas me faziam parar de chutar: minha mãe entrar numa piscina, quando eles colocavam Engenheiros do Hawaii pra tocar, ou quando um deles começava a ler em voz alta.


Depois de nascer, era a mesma coisa. Só essas três coisas me faziam parar de chorar. Quando comecei a ter algum entedimento, comecei a ganhar livros infantis e muitos, muitos gibis (que tenho até hoje e que me fazem ser uma verdadeira amante de quadrinhos e pop art estilo Roy Lichtenstein). Minha coleção ia desde a Turma da Mônica até Sandman (passando pelos X-Men e todos super heróis Marvel e DC). 


Antes de eu aprender a ler, minha mãe e minha avó paterna liam pra mim. E eu gostava tanto, que quando elas cometiam algum erro na leitura, eu as corrigia, porque já havia decorado até as vírgulas de cada história/estória. Minha avó materna me contava estórias inventadas ou que a mãe e avós dela haviam contado, mas eu descobri depois de muito tempo que, apesar de pouco alfabetizada, ela também gostava de ler, porque ela roubava todos os livrinhos infantis que eue squecia na casa dela HAHAHA

UPDATE: minha avó materna faleceu em 2014 e ao limpar os pertences dela, eu encontrei (e recuperei, rs) todos os meus livrinhos. Tadinha. Mais do que tudo, agora eles são lembranças dela!

Fui alfabetizada em casa pela minha mãe e aos 3 anos eu já sabia ler, antes mesmo de começar a ir para a escolinha. O primeiro livro que li sozinha foi As Cores de Laurinha, de Pedro Bandeira. Esse livrinho mudou minha vida, rs. Comecei a desenhar e a vender desenhos depois disso. Hoje vejo que foi aí que os livros começaram a, de fato, influenciar minha vida e minhas atitudes.


Meu pai sempre foi meu maior inspirador. Ele me levava à livrarias, me comprava livros, me incentivava. Graças a ele nasceu em mim um amor incondicional pela leitura. Dos 11 aos 14 anos estudei um colégio pequeno, com uma biblioteca e pequena e nestes 3 anos li TODOS os volumes da biblioteca, inclusive aqueles chatos de química, física, matemática e pré-vestibular. 


Quando cheguei ao colegial, ganhei diversos prêmios (livros, é claro, rs) por ser praticamente todos os meses a aluna que mais retirava volumes da biblioteca (e sim, eu lia, não ficavam só na retirada não!). 


Os últimos livros que li foram os 4 volumes da Série Katie, da Robin Jones Gunn. Aos 14 anos conheci o primeiro livro que li desta autora, Chamado O Amor Pode Esperar (volume 9 da Série Cris). Os livros são evangélicos, mas a forma de conduzir as estórias da Robin é tão branda, que você raramente se lembra disso. São ótimos livros para qualquer pessoa que conheça e ame a Deus. Enfim, com o tempo fui conhecendo os demais volumes da Série Cris e fui percebendo como a Cris tinha tudo a ver comigo e como os momentos que ela estava vivendo nos livros tinham tudo a ver com os momentos que eu estava vivendo. Parecia que Deus havia traçado que eu leria cada volume em determinado momento, quando fosse compatível com o meu momento pessoal para auxiliar em meu crescimento pessoal (a descrição física e emocional da personagem, a forma como se sente e como age, tudo tinha a ver comigo, era incrível!).



E foi assim que a Cris se tornou minha melhor amiga e os seus amigos se tornaram a minha galera. Um dia, a melhor amiga da Cris, a ruiva Katie Weldon, ganhou sua própria série. Exatamente no momento da minha vida em que eu já não me identificava tanto com a Cris, que havia se casado na série. Eu, solteira e em busca de mim mesma, percebi que hoje sou muito mais parecida com a Katie. Inclusive, o que acontece com ela no último livro da série (Finally and Forever), inspirou uma decisão que tomei para minha vida, para o próximo ano ;)

Ah, as séries são americanas, como você pode ver na capa acima e verá nas capas abaixo (Christy and Todd São Cris e Ted, dããã, rs). A Série Cris, Série Selena e a Série Cris e Ted nos anos da faculdade (que são continuações umas das outras) já foram traduzidas, mas a Série Katie ainda não. Algumas meninas abençoadas um dia fundaram uma comunidade no Orkut, onde todas nós nos tornamos muito amigas, compartilhamos experiências e anseios, e lá traduziram aos pouquinhos um a um os livros da Katie. Hoje estamos com nosso grupo no Facebook, onde recentemente foi traduzido o Finally and Forever e todas nós nos despedimos de nossa amiga Katie, ansiosas pelos próximos livros da Robin! E gostei tanto que resolvi ler tudo de novo, dessa vez em inglês, rs.



A leitura sempre fez parte de mim. Quando passo muito tempo sem ler me sinto vazia. Acho que o amor pela leitura é exatamente como a prática de uma profissão: o dom pode até nascer com você, mas a transpiração faz toda a diferença... para gostar de ler, é preciso ler. Claro que não adianta querer adquirir o hábito começando por livros densos e de leitura difícil. É preciso começar de leve, com leituras mais fáceis e agradáveis, para que o hábito não comece parecendo uma coisa chata. Eu sou uma leitora voraz e gosto de tudo. Embora tenha falado bastante de livros água com açúcar neste post, eu gosto de muitos livros mais densos e encaro qualquer coisa. Fica a dica do que me dar de presente ;)

Mas acredite, ler é muito bom. Te torna melhor, mais inteligente, aumenta seu vocabulário, te dá novas ideias, te inspira, te torna uma pessoa mais aberta.


INFORMAÇÃO HISTÓRICA (cedida pela minha amiga Elissa Moreli)
Em 1810 a biblioteca portuguesa veio para cá, a terra dos papagaios! Ora poisss, por isso no dia 29 ficou instituído o dia do livro! Pelo menos neh "Daum" Pedro! Rs!



ALGUNS DOS MEUS LIVROS PREFERIDOS (não acadêmicos, porque na época da faculdade de Jornalismo passei a amar mais um milhão de livros...) :

- Série Cris, Série Selena, Série Cris e Ted Nos Anos da Faculdade, Série Katie, Série Sisterchicks e Série Glenbrooke - Robin Jones Gunn (o mais incrível destes livros é que, de alguma maneira, eles se linkam. Você volta a encontrar personagens de uns em outros, mesmo quando as séries não tem ligação)
- Memórias de Minhas Putas Tristes / Crônica de Uma Morte Anunciada / O Amor Nos Tempos do Cólera / Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez (gosto de muitos dele, mas estes são os meus favoitos)
- A Hora da Estrela / Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector (gosto de muitos dela, mas estes são os meus favoitos)
- Espectros - Cecília Meireles (entre outros) 
- Meu Pequeno Gremista / Pra Ser Sincero (123 Variações Sobre Um Mesmo Tema) / Mapas do Acaso (45 Variações Sobre Um Mesmo Tema) / Agenda 2012 (366 variações Sobre Um Mesmo Tema) / Nas Entrelinhas do Horizonte - Humberto Gessinger
- As Pernas da Tia Corália / Estive Pensando / Felizes Quase Sempre / O Inferno Atrás da Pia / Adulterado / Estive Pensando / Meio Itelectual, Meio de Esquerda - Antonio Prata
- O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
- O Caçador de Pipas / A Cidade do Sol - Khaled Hosseini 
- O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
- Fernão Caplo Gaivota / A Ponte Para o Sempre / O Dom de Voar / Longe é um Lugar que Não Existe / Um / Fora de Mim / The Last War (não traduzido) - Flying (não traduzido) - Richard Bach 
- A Odisseia - Homero
- As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley (entre outros)
- Desventuras em Série - Lemony Snicket
- Stardust / Coisas Frágeis / Coisas Frágeis Vol. 2 / Sandman - Neil Gaiman 
- O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde (entre outros)
- Entrevista com Vampiro - Anne Rice
- Star Wars - George Lucas
- Histórias Completas - Flannery O’Connor
- Lolita - Vladimir Nabokov
- O Som e a Fúria - William Faulkner
- Madame Bovary - Gustave Flaubert
- Guerra e Paz - Leon Tolstói
- As aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain
- Emma - Jane Austen
- Moby Dick - Herman Melville
- Grandes Esperanças / Tempos Difíceis - Charles Dickens
- Por Quem os Sinos Dobram / O Velho e o Mar / In Your Time (não traduzido) / The Nick Adams Stories (não traduzido) / Green Hills of Africa - Ernest Hemingway
- Grande Sertão Veredas - Guimarães Rosa
- O Castelo - Franz Kafka
- A Montanha Mágica - Thomas Mann
- O Bosque das Ilusões Perdidas – Alain Fournier 
- Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto
- A Laranja Mecânica – Anthony Burgess
- O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinge
- O Lobo da Estepe – Herman Hesse
- Memorial do Convento – José Saramago (entre outros)
- Feliz Ano Velho / Malu de Bicicleta / A Segunda Vez Que Te Conheci - Marcelo Rubens Paiva 
- Vida de Droga - Walcyr Carrasco
- Jane Eyre - Charlotte Bronte
- Romeu e Julieta / A Megera Domada / Sonho de Uma Noite de Verão / Muito Barulho Por Nada / A Tempestade / Macbeth / Antonio e Cleopatra / Rei Lear / Otelo / Hamlet / A Tempestado - William Shakespeare (e alguns dramas históricos)


Etc, etc, etc... (Vixe, se for fazer um update 2016 aqui a lista não acabará nunca mais)

Ah, e tem muitos outros que não vou lembrar agora... e alguns que não lembro os nomes dos livros em si, mas lembro os autores, como: Mario Prata, Fernando Sabino, Rubem Alves, Paulo Mendes Campos,  Pedro Bandeira, Drummond, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Paulo Leminsky, Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Talita Rebouças, Martha Medeiros, Tati Bernardi, Clara Averbuck, Fernando Pessoa, Charles Bukowski, Victor Hugo, Ágatha Christie, C.S. Lewis (Crônicas de Nárnia S2), Dostoievski, etc de novo... rs


Isso é o que os livros fazem por você: 


Também andei lendo coisas "contemporâneas" como Harry Potter, Saga Crepúsculo, O Diário da Princesa e afins... Estou aberta a sugestões de leitura... alguém?? 
Ah, eu adoro ler no computador, mas não troco a sensação de folear um livro... ;) 

PS: eu linkei imagens e informações sobre os livros da Robin porque realmente estas séries são muito importantes pra mim, são as maiores "culpadas" pela meu amor incondicional por livros!