terça-feira, 10 de novembro de 2009

Imagens de uma vida

A vida de repórter fotográfico é cheia de emoção. Pelo menos é o que faz parecer Alexandre Souza, 38 anos, há 20 no jornalismo.

Aos 16 anos se tornou entregador de jornal; com a curiosidade de repórter aguçada, evoluiu até virar fotógrafo do jornal A Comarca.

Fotógrafo do jornal Folha da Região há 9 anos, Alexandre conta com entusiasmo sobre o dia a dia de seu trabalho.

Da evolução das câmeras manuais para as digitais, Souza passou por diversas evoluções pessoais, como ter desenvolvido a técnica de conversar com o repórter no caminho de onde será feita a matéria, para que o texto e a foto se completem, o que Alexandre julga ser fundamental.

Outra evolução pessoal importante na vida do profissional foi acostumar-se com a morte. Um repórter fotográfico que cobre inúmeros acidentes, muitas vezes com pessoas mortas, precisa manter o sangue frio para não se abalar com imagens fortes e os cheiros peculiares de cenas assim.

Em uma palestra cheia de interatividade para os alunos do 6º semestre de Jornalismo do Unitoledo, Souza mostrou diversas de suas fotos, contou experiências, conversou com os alunos, respondeu a perguntas e deu dicas valiosas para os futuros jornalistas.

Algumas dicas dadas pelo fotógrafo são: estar sempre perto do repórter prestando atenção em tudo, especialmente no entrevistado. Buscar para as fotos ângulos diferentes dos que a maioria das pessoas estão vendo. Ser curioso e saber se infiltrar em lugares dificeis para conseguir as melhores fotos, entre outras dicas muito válidas.

Alexandre conta que diversas vezes enviou seu trabalho para concorrer a premios, como o Prêmio Esso, e embora tenha sido selecionado, nunca conseguiu ser finalista. Mas com a bagagem e o talento desse profissional, não é difícil saber que em breve ele será reconhecido.

Souza conta que não é fácil fazer um bom trabalho. Em coberturas de acidentes, por exemplo, policiais e bombeiros dificultam um pouco o trabalho do jornalista tentando preservar a cena e as pessoas envolvidas. Eles estão fazendo o seu dever, claro, assim como o profissional da comunicação deve se esforçar para conseguir fazer o seu, sempre mantendo o respeito pelos outros profissionais, lembra Alexandre.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quem vive de passado é Museu

Cara, eu não sei o que está acontecendo, mas de uns dias pra cá comecei a receber comentários em posts muitos velhos deste blog... bizarro. Parece que a galera ao invés de ler os posts novos, está correndo pras páginas antigas uahuahauhaaha
Hoje a polêmica foi sobre esse texto, que fala sobre a influência (ou não) da boneca Barbie para as meninas. Jesus, incendeia. Eu nem lembrava que tinha escrito isso...
Essas experiências têm me feito perceber que ter um blog é uma merda. Você escreve um negócio, passam-se dias, meses, anos, você muda de opinião ou simplesmente esquece que um dia escreveu aquilo, e de repente aparece um mala sem alça pra te questionar. Mas que droga! Tudo porque você pode esquecer que escreveu, mas o arquivo do blogger não esquece. Ouxe!
O mala sem alça, nesse caso, não é uma ofensa, é só um rótulo, ok? Porque eu não tenho nada contra os questionadores, só me referi dessa forma porque quis dizer que ando incomodada com as pessoas que estão ressucitando o passado negro deste blog.

Bom, como eu preciso sair agora e estou sem a menor idéia de como finalizar esse texto, vou me dar a liberdade de deixá-lo assim sem nexo mesmo, hahaha. Eu adoro ser eu! Beijo, pípol!


PS: vocês deve ter notado a infinidade de erros quando usei "deste, este, esse, desse", né? É que me deu um branco de como usa isso, gente!!! E eu estou com preguiça de pesquisar agora... sorry!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Resposta a um (a) covarde

Como tem gente tonta no mundo. Pra não dizer coisa pior. Recebi um comentário muito, mas muito imbecil de uma pessoa muito, mas muito covarde. Covarde o suficiente para assinar o comentário como "Anônimo".
O comentário foi feito em um post chamado Caixa de Sonhos, que eu escrevi há mais de um ano.
Em um ano muitas coisas mudam. A minha percepção das coisas deste post até o dia de hoje, pode ter mudado radicalmente. Não vou entrar em detalhes sobre isso porque acho que não é da conta de ninguém.
E mesmo que eu continue pensando exatamente do mesmo jeito de quando escrevi o texto, bem... quer mesmo saber? Isso também é problema meu. Este blog é o MEU Infinito Particular, e assim como tenho direito de me sentir como eu quiser, tenho o direito de escrever o que eu quiser.
Acho muito lindo, muito bonito mesmo quem consegue ser feliz só de escutar a chuva cair. Agora, se escutar a chuva cair me deprime ou não, na boa, é comigo. To de saco cheio das pessoas me dizendo como eu devo pensar, como eu devo me sentir, o que eu devo comer. Essa droga de vida é minha! Se você não gostou do post, se não gostou da minha baixa estima, tchau amiguinho!
Eu sou super a favor da liberdade expressão. Justamente por isso eu criei o blog. Ele é o meu espaço de liberdade. Aqui eu me dou o direito de aceitar os comentários que eu quiser, de responder da maneira eu que quiser e de fazer tudo se, quando e como EU quiser. Por tanto, se você quiser que o seu comentário mesquinho seja publicado, crie um blog pra você, meu querido ou minha querida Anônimo (a).
Nessa birosca aqui mando eu. Se eu me sinto irrealizada, triste, saudosa, cagada de pomba ou o diabo, é problema meu, e a sua opinião sobre eu ser linda, maravilhosa, talentosa e o raio que o parta definitivamente não me importa.
Todo mundo tem o direito de se sentir infeliz, mesmo quando tem cama quentinha, comida e lindos olhos verdes. E qualquer um pode acessar www.blogger.com , criar uma conta grátis e escrever no seu bloguinho como se sente infeliz por não ter tido festa de aniversário. E se isso é mesquinho pra você, faz o seguinte, cria o seu bloguinho e mete o pau em quem não consegue ser feliz e hipócrita como você que se desfaz em sorrisos só de ver uma rosa desabrochar, mas que na verdade tem o maior complexo com a sua bunda grande e a sua orelha de abano, só não tem coragem de admitir. Ah, me desculpe... coragem não é com você, não é? Você nem assina o seu nome...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Constatação

Há dias em que tenho orgulho de mim. Das minhas atitudes, avaliações e decisões. É estranho perceber o quanto amadureci em alguns anos. Não sou mais uma menina em busca do meu caminho, já o encontrei. Hoje, exatamente hoje, sei o que quero da minha profissão e este é o meu momento, a minha chance, a escolha acertada. É hora de abandonar as sapatilhas coloridas e calçar o salto alto, de retomar as rédeas da minha vida. Depois de um tempo ruim, me ver ressurgir é como olhar pr'um arco íris. Me renova e me faz sorrir, ainda que involuntariamente.
Viver a dois está mais difícil e ao mesmo tempo mais fácil. São desejos diferentes e duas vidas que às vezes se desencontram, mas que podem se apoiar. É preciso cuidar dos "eus" e isso não significa desamor, mas necessidade de individualização.
A saúde tem melhorado, fora esse fim de semana em que estive realmente "acometida".Ninguém duvida de que será difícil, mas é preciso seguir. Eu preciso também cuidar de mim. Também.
E me dar conta de tudo isso com serenidade é um ganho sem tamanho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Quem quer um pot novo diga EU!

O novo hit da internet não é um site de relacionamento!
Nem é uma versão megablasterplus do MSN.
Também não é um site de videos ou algum comunicador que plasme emoções, frite ovos ou cheire a pimenta.
O novo hit da web atende pelo singelo nick @realwbonner!
Celebridades, famosos e notórios quando atingem um determinado patamar de reconhecimento ou fama normalmente perdem o contato com o chamado mundo real.
Uma série de pessoas de carne e osso que através da mídia, suor, trabalho e perseverança alcançam o seu lugar ao sol e holofotes mudam simplesmente e transformados perdem contato com os mortais que deixam de ser amigos ou desconhecidos para se transformarem em fans, torcedores ou críticos.
Atores, atrizes, boleiros, cantores, músicos, políticos e quem quer que seja, parece que ninguém resiste a este tipo de coisa.
As pessoas mudam. Perdem mesmo o contato, até pelo distanciamento que ocorre. Alguns por medo, outros por vaidade.
Mas não dá pra colocar todos num mesmo nível de comportamento.
E a grande prova disso é a presença constante do @realwbonner no Twitter.
Carismático, educado, divertido, elegante, bem humorado e sempre empolgado o querido apresentwittador global é um exemplo de como uma pessoa pode se manter ‘normal’ apesar de toda a fama e prestígio que adquire com seu trabalho e exposição na mídia(diga-se de passagem, na mais forte e conhecida mídia de todas).
E o mais bacana: Ao agir como qualquer outro humano twittante, ele com certeza se renova, se recicla e faz a própria vida ser mais vibrante e feliz.
Pessoalmente já li muita gente criticando. Muitos duvidando que seja ele o próprio Bonner. Seja como for, acho que isso tudo é muito legal!
E olha como são as coisas: logo eu que apesar de ter twitter há tempos, só agora tenho entrado com mais frequência, me sentí com vontade de postar sobre isso!
Parabéns pra ele! Parabéns também por ele aproveitar tão bem uma tecnologia disponível!!
Por hoje é só! Fui… Peraí! Voltei, mas é rapidinho.
Até amanhã! Blogbeijos!


Texto muito bacana extraido daqui!


PS: eu acredito que seja o Bonner porque ele sempre pede sugestão de cor de gravata para o jornal e sempre aparece no ar com a que diz (em média duas horas antes) que vai aparecer, haha!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

E hoje...

...Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.

(Clarice Lispector)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bar ruim é lindo, bicho*

A internet é um oceano profundo e sem fronteiras. Não há como pará-la. Uma vez que uma informação cai na rede, é praticamente impossível resgatá-la.

Foi o que aconteceu com o caso do post chamado "Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)", originalmente publicado no blog Resenha em 6 pelo publicitário Raphael Quatrocci, um dos colaboradores da página. A proposta do blog é resenhar em seis linhas (ou menos) produtos e estabelecimentos que donos e colabordores do espaço experimentam.

Após conhecer o Boteco São Bento, localizado na Vila Madalena, Quatrocci publicou uma crítica ácida e aparentemente pertinente sobre o estabelecimento. A referida crítica continha a seguinte passagem: "Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos." A internet é um excelente ambiente para a liberdade de expressão, justamente por isso deve-se tomar todo o cuidado com a amplitude dessa liberdade. É necessário bom senso, e acima de tudo, respeito.

Criticar estabelecimentos e serviços é algo extremamente válido, mas até mesmo para se evitar problemas com a justiça é aconselhável manter uma certa moderação, pois a linha que separa humor ácido e desrespeito é muito tênue. Expressar-se da maneira como se quer com certeza é o ápice da liberdade de expressão proporcionada pela rede, mas é importante se lembrar de que sempre há de se arcar com as responsabilidades por nossos atos. É como sempre ouvimos dizer: quem diz o que quer, ouve o que não quer.

No caso do texto de Raphael, o problema com a justiça foi inevitável, e de proporções gigantescas também graças a internet. A puplicação da crítica atraiu a atenção de um dos sócios do bar, Jonas Steinmayer, que deixou um comentário mostrando-se desgostoso com a opinião do blogueiro e finalizou com uma ameaça subentendida ao blog.

Logo o caso começou a repercurtir na internet, com inúmeros comentários no texto sobre o Boteco São Bento e com centenas de posts sobre o assunto espalhados por diversos blogs, em defesa da crítica de Quatrocci. Mas nem mesmo toda essa movimentação online foi capaz de impedir que os donos do estabelecimento solicitassem extrajudicialmente a remoção da postagem.

Um movimentos sugerido pelo blogueiro Carlos Cardoso teve como foco reproduzir na maior quantidade de blogs possível a postagem feita por Quatrocci, como forma de expressar indignação e enfrentar quem tenta reprimir a liberdade na internet.

No caso da crítica do Resenha em 6, não houve uma dosagem nas palavras do autor do texto, o que pode ter acontecido até mesmo por brincadeira e humor, e não com a intenção direta de denegrir a imagem do estabelecimento. Por outro lado, uma vez feita a crítica e defendido um ponto de vista, os donos do blog deveriam ter mantido a postagem no ar e lutado até o fim em defesa da liberdade em que acreditam, principalmente depois de tantas demonstrações online de apoio.

Por outro lado, os donos do Boteco São Bento não souberam utilizar com inteligência toda a repercussão (positiva ou negativa) que a internet é capaz de dar. Se tivessem utilizado o espaço reservado aos comentários do blog que fez a crítica para garantir melhoria no atendimento do bar, por exemplo, teriam dado outra perspectiva à sua própria imagem.

Neste caso, nenhum dos lados soube agir com bom senso e respeito ao próximo, o que é fundamental para quem quer ser capaz de utilizar a liberdade, que é direito de todos, mas que traz consigo uma gama de responsabilidades.


Veja abaixo a crítica de Raphael Quatrocci no Resenha em 6:

"Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento."



*O título deste post é o título de uma crônica fenomenal do fenomanal Antonio Prata.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pérolas que valem pérolas

A Internet é um universo que vem crescendo cada vez mais rápido nos tempos atuais. Em um espaço tão amplo quanto esse, algumas pessoas usam as ferramentas disponíveis de uma maneira produtiva. Pelo menos para seus próprios fins financeiros e para entretenimento geral. Esse é o caso do araçatubense Igor Pucci, 25, formado em Ciências da Computação, pós-graduando em Economia e atual pós-graduando de Marketing pela Universidade Estadual de Londrina. Igor descobriu no site de relacionamentos Orkut, uma excelente fonte de lucro.
Após encontrar em alguns sites fotos retiradas de Orkuts de terceiros e com falhas evidenciadas, Pucci decidiu criar uma página para disponibilizar conteúdo do tipo. Com o sucesso rápido e crescente, foi precisa uma migração de servidor, para que fosse suportada a quantidade de acessos que o site recebia.

Dessa maneira, o processo para tornar sua idéia em fonte de rendimento foi rápido. Com o grande tráfego de visitantes que a página recebe, Igor gera sua renda, dedicando apenas duas horas de seu dia para a atualização do site. O www.perolasdoorkut.com.br conta com anúncios variados, que rendem quantias a cada clique recebido ou apenas por exposição de logotipos. Em relação a rentabilidade, Igor afirma ganhar mais que um programador que atue em capitais, o que seria em média quatro mil e quinhentos reais. Somada aos demais retornos financeiros que recebe com os trabalhos on-line, estima-se que o lucro do criador do Pérolas do Orkut aproximava-se de oito mil reais mensais até dezembro de 2008. Atualmente, com a "crise econômica", Igor afirma que seus ganhos diminuíram drasticamente, caindo praticamente pela metade.

As famosas Pérolas são atualizadas todos os dias da semana, com pelo menos 4 imagens.
Pucci tem outros trabalhos na rede, como seu próprio servidor de hospedagem, uma página especializada em frases e pessamentos, o www.webfrases.com, além de dois sites que fornecem gifs animados para scrapbooks, os famosos álbuns de recados do Orkut, o www.webrecados.com e o www.mov.com.br .
O programador explica que recebe em média cem e-mails por dia com dicas de pérolas enviadas por internautas, mas destas, apenas uma média de quatro fotos são válidas para uso nas páginas.

Igor esclarece que enfrentou problemas com a justiça, mas não entra em detalhes, e sempre que recebe um pedido Pucci afide retirada de algum conteúdo das páginas, ele o faz imediatamente.
São aproximadamente 60 comentários recebidos por foto ao dia, uma média de aproximadamente três mil comentários por dia, somando e Igor adiministra toda a demanda sozinhho, trabalhando em um home-office, ou seja, em sua própria casa.

No ar desde julho de 2007, o Pérolas do Orkut tem em média trinta mil acessos diários. Pucci é um caso que ilustra a ascensão dentro do meio on-line; com algum conhecimento das ferramentas da web conseguiu transformas a internet em sua fonte de renda. Na era digital, essa é uma prática que tende a crescer cada vez mais, e ocupar espaço próprio no mercado

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Twitter

To finalmente me rendendo a essa "nova mídia", rs!

http://twitter.com/contapramarcela

Segue lá, gente!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Estranhamento

Quando tudo está perdido, eu me sinto tão sozinha...
Quando tudo está perdido, não quero mais ser quem eu sou...

Mas não me diga isso. Não me dê atenção. E obrigada por pensar em mim.


(A Via Láctea - Renato Russo)