Algumas almas realmente foram feitas para se encontrar. Não importa a distância em que corpos se estejam, quando o encontro está escito, o destino dá o seu jeitinho e providencia os detalhes.
Clarissa vivia em uma cidade pequena, interior do Espírito Santo, mas por algum motivo que ela mesma nunca pode entender, sempre amou Santa Catarina. Não, não era o amor pela praia que fazia com que Clarissa fosse louca pelo estado. Talvez fosse o sotaque o Catarinense. Talvez as histórias que ouvia.
O fato era que de tanto adorar SC, Clarissa decidiu se mudar para lá. No auge de seus 22 anos, recém formada e munida de muita coragem, ela começou a arquitetar um plano para deixar o emprego, preparar a mãe para sua partida e ir aos poucos conseguindo novos amigos no novo estado.
E foi em uma noite quente de fevereiro que, em um chat da internet, a garota conheceu Matheus, um jovem Catarinense que parecia interessado em coisas muito além do que os papos banais dos outros caras daquela sala. A conversa entre ambos fluía de forma natural e descontraída. Trocaram MSN. Conversaram por toda aquela noite, sugeriram filmes, escolheram o sabor do sorvete que tomariam quando Clarissa se mudasse para Florianópolis.
A ligação que surgiu naquela noite era muito maior do que aquelas poucas horas podiam demonstrar. Era como se fosse um reencontro de antigos colegas de escola que nunca mais haviam se visto e agora contavam um para o outro o que havia mudado em suas vidas. As coincidências eram tantas que surpreendia os jovens a cada frase.
Não havia como fugir da sensação atordoante daquele encontro. Não havia olho no olho, não havia voz, não havia sorrisos; mas a força que hava ali superava qualquer falta. Por mais maluquice que parecesse, Clarissa começou a idealizar futuros, planejar dias e foi de novo dando asas àquele coração que ela havia decidido deixar na gaiola.
Nem Clarissa nem Matheus sabem como vai ser a próxima conversa. Não se sabe como serão as reações quando um começar a conhecer os defeitos e coisas ocultas sobre o outro. Não há como prever o futuro de uma amizade recém nascida. É impossível antecipar os próximos sentimentos. Mas não há medo. As duas almas estão leves e felizes pelo encontro.
O fundamental é trabalhar o afeto. Mantê-lo vivo. Querer desenvolver as relações, todas elas. As almas precisam manter a razão viva e coração aceso até que os corpos possam se encontrar. A paciência é uma dádiva que Clarissa e Matheus precisarão compartilhar até que os cabelos loiros dela possam brilhar sob o sol em uma praia Catarinense, virando de um lado para o outro, enquanto ela vibra asssitindo Matheus em uma partida de volêi de areia.
3 comentários:
Linda a sua história. Bem humana e contemporânea.
Gosto muito do que você escreve!
Continue assim, um dia, quem sabe, a humanidade lhe dará o prazer de conhecê-la, risos, é sério!
Beijos...
Adorei como você escreve! Linda história! E eu acredito, que quando tem que ser, será. Sou prova vida disso :)
Beijinhos!
Olha, e não é que você escreve bem mesmo? Sorvete, sol brilhando, vôlei na praia, gostei...
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