Ele, 27 anos, casado, em busca de uma tórrida paixão.
Ela, 22 anos, solteira, meiga, sonhadora, em busca do grande amor de sua vida.
Saíram do chat e passaram para o messenger. Conversaram. E no dia seguinte de novo. E depois de novo. Havia alguma coisa nela que Luciano não sabia denominar, mas que o prendia.
Marina tentava resistir. Não queria carregar para si a culpa de se relacionar, ainda que virtualmente, com alguém comprometido.
Mas Luciano não a deixava em paz. Enviava fotos, puxava assuntos, a elogiava... a alma feminina e altamente influenciável de Marina se sentia maleável na companhia dele.
Um dia ele propôs um encontro. Ela relutou. Ele propôs de novo. Ela aceitou. Saíram, tomaram um vinho, conversaram. O contato olho no olho e o toque das mãos causava aquela famosa sensação de borboletas no estômago de ambos.
Os dois sabiam que haviam "se encontrado". As almas estavam se completando. O afeto crescia. Mas havia uma diferença entre eles: Marina acreditava que, diante um encontro de almas, a vida devia mudar e se encaixar à realidade do coração. Luciano estava acomodado, e tinha também afeto pela esposa, ele não pretendia mudar sua vida nem mesmo por um rostinho doce como o de Marina.
Luciano foi levar Marina em casa e a despedida não poderia ser mais clichê: se beijaram. Foi como se o mundo parasse. Ambos sentiam as mesmas sensações.
Continuaram se falando vez ou outra, quando ele conseguia se desvencilhar das obrigações de marido para ir para a internet. Ser o segundo plano, e não a prioridade, estava matando Marina aos poucos. Ela queria mais da vida.
No entanto, ela resolveu que não seria hipócrita com a própria alma. Se a alma queria, mesmo que a cabeça contrariasse, ela não se privaria de viver. Saiu mais uma vez com Luciano.
E se fez o encontro entre os corpos.
E para os dois aquela noite se tornaria memorável. Uma lembrança doce, feliz, avassaladora, feroz, completa, terna, faminta, e todos outros adjetivos que só o desejo é capaz de trazer consigo.
Ao se entregarem, ambos já sabiam que nada mudaria. Aliás, mudaria, sim. No dia seguinte, quando se falassem pela internet, ela estaria mais fria. Ele tentaria puxar assunto, ela pensaria na esposa dele deitada no quarto e a conversa se tornaria mais dura. E no outro dia mais dura. Até o dia em que simplesmente não se falariam mais.
Porque Luciano voltaria para sua vida, tendo vivido a paixão de que precisava para reavivar suas energias. Marina também voltaria para sua vida, continuaria procurando um amor de verdade, dessa vez com um pedaço a menos de seu coração.
Marina e Luciano jamais se esqueciam.
Simplesmente porque é assim que funciona a vida real. Nada é como em um filme de sessão da tarde. Grandes amores não mudam vidas estáveis e não transformam tudo em um sonho. Luciano sabia disso. Marina aprendeu.
Luciano foi levar Marina em casa e a despedida não poderia ser mais clichê: se beijaram. Foi como se o mundo parasse. Ambos sentiam as mesmas sensações.
Continuaram se falando vez ou outra, quando ele conseguia se desvencilhar das obrigações de marido para ir para a internet. Ser o segundo plano, e não a prioridade, estava matando Marina aos poucos. Ela queria mais da vida.
No entanto, ela resolveu que não seria hipócrita com a própria alma. Se a alma queria, mesmo que a cabeça contrariasse, ela não se privaria de viver. Saiu mais uma vez com Luciano.
E se fez o encontro entre os corpos.
E para os dois aquela noite se tornaria memorável. Uma lembrança doce, feliz, avassaladora, feroz, completa, terna, faminta, e todos outros adjetivos que só o desejo é capaz de trazer consigo.
Ao se entregarem, ambos já sabiam que nada mudaria. Aliás, mudaria, sim. No dia seguinte, quando se falassem pela internet, ela estaria mais fria. Ele tentaria puxar assunto, ela pensaria na esposa dele deitada no quarto e a conversa se tornaria mais dura. E no outro dia mais dura. Até o dia em que simplesmente não se falariam mais.
Porque Luciano voltaria para sua vida, tendo vivido a paixão de que precisava para reavivar suas energias. Marina também voltaria para sua vida, continuaria procurando um amor de verdade, dessa vez com um pedaço a menos de seu coração.
Marina e Luciano jamais se esqueciam.
Simplesmente porque é assim que funciona a vida real. Nada é como em um filme de sessão da tarde. Grandes amores não mudam vidas estáveis e não transformam tudo em um sonho. Luciano sabia disso. Marina aprendeu.
PS: Todas as minhas historias parecem iguais. Mas há uma razão para isso, e ela se chama "cotidiano".

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