segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dim dom, a moça do Avon!


Curiosidades sobre o filme "Edward Mãos de Tesoura"

Um dos meus filmes favoritos na infância, Edward Mãos de Tesoura despertou em mim uma admiração muto grande pelas coisas "diferentes". Comecei a considerá-las especiais e únicas. Desenvolvi simpatia (ou simplesmente reconheci a simpatia que já existia em meu interior) por tipos "estranhos e desajustados". Notei que me identifico em muitos pontos com a estranheza e o desajuste. Por isso hoje resolvi postar as curiosidades sobre este filme tão sensível e diferente :)

*

Foi um dos primeiros papéis no cinema de Johnny Depp, que já demonstra sua preferência por personagens estranhos e desajustados.

Este foi o último filme de Vincent Price, que morreu três anos depois; curiosamente, o seu personagem morre na sua última cena. (eu amava tanto esse hominho...)




Tom Cruise e Robert Downey Jr. foram considerados para o papel-título. Michael Jackson também demonstrou sério interesse no papel (achei muito a cara do Michael!)

O falecido cantos Michael Jackson, comprou as famosas mãos de tesoura, usadas por Depp no filme, mais tarde elas foram postas a venda para um leilão beneficente realizado por Jackson.

O primeiro papel cinematográfico de Johnny Depp foi no filme A hora do pesadelo. Seu personagem morre retalhado pelas luvas com lâminas de Freddy Krueger, muito semelhantes às mãos-de-tesoura de Edward.

Tim Burton nomeou Edward devido à semelhança com o nome Ed Wood, cineasta cuja biografia ele filmaria em 1994, com Depp no papel principal.

O filme é uma fábula moderna, inspirada em antigas histórias de terror, como Frankenstein, A bela e a fera e O fantasma da ópera, onde as personagens, que como Edward são bondosos e ingênuos, mas a incompreensão e o preconceito levam os personagens à reclusão e a comportamentos anti-sociais, que acabam por reforçar a impressão inicial que sua aparência causa.


 

É um dos filmes mais reprisados até hoje pela Rede Globo, so ficando para trás de Lagoa Azul na Sessão da Tarde. (\o/)

As mãos de tesoura utilizadas por Depp no filme foram a leilão no dia 24 de junho de 2009 e foram arrematadas por US$ 16 mil, os organizadores do leilão esperavam arrecadar apenas US$ 5 mil pelo artefato.

Nick Carter dos Backstreet Boys aparece no filme, a cena é quando um menino (ele) estava esbarrando em uma piscina cheia de água.. quando Edward estava andando de carro com uma mulher.

A inspiração de Johnny Depp foi o clássico Cabinet Of Dr. Caligari.

Ao longo do filme, as cicatrizes no rosto de Edward continuam mudando de tamanho e profundidade.

O primeiro esboço do filme foi escrito como um musical.





As esculturas gigantes que Edward cria no filme foram feitas com um corpo de metal e fios. Em seguida, foram colocadas folhas de plástico. Muitas das esculturas são significativamente mais altas do que os arbustos originais. (nunca notei, rs)

A maquiagem de Johnny Depp levava 1:45 h para ficar pronta. (quase o mesmo tanto que a minha, então ok hahahahha)

O filme foi gravado nos arredores de Tampa, na Flórida. Todas as casas do bairro foram pintadas. Durante as filmagens, os moradores ficaram hospedados em um motel local.

Johnny Depp diz apenas 169 palavras durante todo o filme. (papel dos meus sonhos)


 

Tim Burton chegou a pedir para Robert Smith, vocalista da banda The Cure, compor a trilha sonora de Edward Mãos de Tesoura. O diretor enviou uma cópia do roteiro para o músico, mas Robert estava muito ocupado gravando o disco "Disintegration" e nunca tinha ouvido falar de Burton, então recusou a proposta. Danny Elfman (que também foi vocalista de uma banda popular dos anos 80, o Oingo Boingo) ficou responsável pela função. (bem feito para o Robert Smith. Obrigada, de nada.)

Johnny Depp teve de perder aproximadamente 11 kilos para interpretar Edward.

Tim Burton considera Edward Mãos de Tesoura o seu melhor filme. (coincidência, Tim, eu também!)

Esta foi a primeira vez em que o diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp trabalharam juntos. Eles iniciaram uma grande amizade que dura até hoje e, juntos, realizaram filmes como: Ed Wood (1994), A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), A Noiva-Cadáver (2005), Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), Alice no País das Maravilhas (2010) e Sombras da Noite (2012).




(Com informações: Sérgio Viana - Administração Fatos Desconhecidos- FB)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Feliz dia do blogueiro! Atrasado ¬¬

Vamos voltar a 2004, ano do tsunami na Tailâdia, primeiras especulações sobre haver água em Marte e ano de criação do Orkut. Ano também no qual, infelizmente, faleceram dois dos meus autores preferidos: Hilda Hilst e Fernando Sabino. E, pelo lado bom, ano no qual o melhor seriado que já existiu, LOST, foi lançado. Porém, por mais interessante que seja fazer essa retrospectiva mais do que retrô, voltemos em 2004, primeiro ano no qual eu tive o prazer de conhecer o maravilhoso advento da Internet. Melhor: ano no qual criei meu primeiro blog.
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Durante meus primeiros anos na blogosfera, fiz muitas amizades pelos comentários do blog. Tinha gente do Rio, de Brasília, de São Paulo, do Sul... De todo o lugar que eu pudesse imaginar desse Brasil. E a gente conversava muito, horas e horas no MSN, saudoso MSN. O saudoso Flavinho, o Antonio, a Fe, a Jaya e tantos outros queridos e queridas que passavam diariamente por aqui... Alguns são amigos até hoje!
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Nesse meio tempo, tive oportunidades incríveis na blogosfera. Ganhei uma coluna na revista Porcão, graças ao Bill Falcão que me garimpou neste universo blogueiro. Houve um tempo em que a revista Capricho tinha uma seção na revista chamada Tudo de Blog, a qual consistia em 3 textinhos de 3 blogueiras em uma página da revista falando sobre determinado tema dado pela jornalista responsável, a Nati Duprat. Também tínhamos uma seleção de textos pra parte do Tudo de Blog no site da Capricho. Então eu, leitora assídua da Capricho na época e desejosa de trilhar meu caminho jornalístico por este rumo, resolvi me inscrever para ser colaboradora, na seleção de 2006 (incriçã em 2006, começo do projeto em 2007). A inscrição era um texto, sobre um tema X que não lembro agora, e mais alguns dados. E, para a minha surpresa, em meio a milhares de inscrições, fiquei entre as 130 selecionadas!
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Quem me conhece e/ou acompanha essa minha jornada louca na blogosfera, sabe que eu tenho sérios problemas com prazos. Chego a ficar meses sem postar, e nem é hipérbole: podem checar minha última postagem antes desse post... Mas quanto me dá na telha, eu vou e escrevo um testamento, coisa que provavelmente está acontecendo agora. Por conta disso, quase não saí no Tudo de Blog, já que eu fazia 2 de 20 pautas mandadas, por exemplo. Sem contar que sempre tive um jeito de escrever muito peculiar, que assusta as pessoas (até hoje noto isso, pelo facebook, por exemplo. Polemizo muito, sou chata, e eu sei disso). 

Mesmo assim, fiquei na equipe até a extinção da seção na revista e no site, que aconteceu em 2010. Fiquei, então, de 2007 a 2010, dos 18 aos 21 anos: a cada ano mais ou menos 60 meninas "das antiga" ficavam e 60 meninas novas eram selecionadas. E, nesse meio tempo, eu tentava manter este blog, que até então se chamava Infinito Particular, atualizado. Atualizar era fácil, havia dias em que eu postava 3 vezes, rs. Dificil era seguir puta, eu sempre prezei muito a minha liberdade de escrever, pelo menos no blog, da maneira e sobre o que eu quisesse, uma vez que a carreira josnalística não me permitia essa liberdade.
...
O Tudo de Blog acabou, mas a amizade com as lindas que conheci lá, não. Hoje em dia temos um grupo de desabafos e tudo o que você puder imaginar no Facebook, onde relembramos e contamos as peripécias atuais. Fica aqui um beijo enorme pra todas elas, já que algumas são blogueiras até hoje também!

Hoje em dia somos jornalistas, publcitárias, redatoras, mães (alguns bebês nasceram na época do TDB e são os nossos mascotinhos, ou TDBabys), donas de casa, filhas rebeldes, entre tantas outras coisas, mas a cima de tudo, somos as ex TDB, somos amigas, e algumas ainda são blogueiras!

Depois do TDB, partimos para o No Divã, projeto das ex-tudodebloguetes que, assim como eu, ficaram órfãs na noite para o dia, precisando de um novo local para se expressarem. Infelizmente, devivo ao meu probleminha com prazos, inspirações e etc, ainda não contribui com a revista, mas permaneço nog rupo, com a esperança de ainda ter algo legal para compartilhar lá. Não deixem de visitar a Revista No Divã.

Então é isso... feliz do blogueiro para mim, para o Cotidiano (ex Infinito Paritucular, minha casinha desde 2006), para os meus amigos blogueiros, para os blogueiros que eu não conheço e para você que leu até aqui, afinal, quem lê blogs também merece os meus mais sinceros parabens!!



Partes do texto do blog da Bruna Werneck, o Infinitopia em homenagem ao dia do blogueiro. Peguei alguns trechos e adaptei para a minha realidade, acrescentei outros trechos. Pois é, eu estava sem tempo e sem inspiração para postar ontem, dia do blogueiro, mas ai veio a Bruna com esse texto maravilhoso e eu resolvi me apoderar de algumas partes S2 Sei que ela me perdoará!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Herdeiro da Pampa Pobre - conhecendo a letra


Explicação da música Herdeiro da Pampa Pobre (explicando termos)

Dia desses eu estava ouvindo a música "Herdeiros da Pampa Pobre", regravação dos Engenheiros do Hawaii (S2) da músida dos Gaúchos da Fronteira, quando uma pessoa que estava perto começou a me perguntar: "o que é pampa? Matizes??? O que são fortunas rotas? O que é um caudilho?" e por ai vai... na terceira explicação eu já estava cansada e já havia percebido que a pessoa não entederia a música por desconhecer tantas palavras. E a música é tão linda... e eu não posso exatamente culpar a pessoa por não conhecer as palavras, a maioria delas é antiga e/ou regionalizada demais para ser compreendida por todos. Eu, pelo meu amor inveterado pelo Rio Grande do Sul, ou pelo meu amor inveterado pelos Engenheiros do Hawaii, não sei, desde pequena sempre entendi o que queria dizer cada trecho da canção. Baseado nisso, resolvi fazer este post linkando explicações para as palavras desconhecidas. Não sei se alguém vai se interessar em ler isso, mas eu me interessei em faze-lo, e é isso que conta, o que eu quero dividir no eu blog =P  (egoísmo mode on). Então, para satisfazer o meu ego, ou, quem sabe, a sua curiosidade, ai vai a letra da canção Herdeiro da Pampa Pobre, com linkagens para os termos que possam ser desconhecidos: 

 
Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes? (item 6)
Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas (item 1)
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

(Repete)

Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas
O que hoje herdo da minha grei chirua (confira a explicação da expressão grei chirua)
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Pra pagar uma porção de contas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai




PS: se você continua sem compreender direito a canção, ou se quiser que eu explique as expressões e o sentido das frases, solicite nos comentários que eu terei o maior prazer em fazê-lo =P

PS2: leia-se "herdeiro" como seres humanos e "pampa pobre" como status quo.

PS3: Entenda mais e melhor sobre o que a música quer transmitir aqui

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Algumas almas precisam se encontrar

Algumas almas realmente foram feitas para se encontrar. Não importa a distância em que corpos se estejam, quando o encontro está escito, o destino dá o seu jeitinho e providencia os detalhes.

Clarissa vivia em uma cidade pequena, interior do Espírito Santo, mas por algum motivo que ela mesma nunca pode entender, sempre amou Santa Catarina. Não, não era o amor pela praia que fazia com que Clarissa fosse louca pelo estado. Talvez fosse o sotaque o Catarinense. Talvez as histórias que ouvia.

O fato era que de tanto adorar SC, Clarissa decidiu se mudar para lá. No auge de seus 22 anos, recém formada e munida de muita coragem, ela começou a arquitetar um plano para deixar o emprego, preparar a mãe para sua partida e ir aos poucos conseguindo novos amigos no novo estado.

E foi em uma noite quente de fevereiro que, em um chat da internet, a garota conheceu Matheus, um jovem Catarinense que parecia interessado em coisas muito além do que os papos banais dos outros caras daquela sala. A conversa entre ambos fluía de forma natural e descontraída. Trocaram MSN. Conversaram por toda aquela noite, sugeriram filmes, escolheram o sabor do sorvete que tomariam quando Clarissa se mudasse para Florianópolis. 

A ligação que surgiu naquela noite era muito maior do que aquelas poucas horas podiam demonstrar. Era como se fosse um reencontro de antigos colegas de escola que nunca mais haviam se visto e agora contavam um para o outro o que havia mudado em suas vidas. As coincidências eram tantas que surpreendia os jovens a cada frase. 

Não havia como fugir da sensação atordoante daquele encontro. Não havia olho no olho, não havia voz, não havia sorrisos; mas a força que hava ali superava qualquer falta. Por mais maluquice que parecesse, Clarissa começou a idealizar futuros, planejar dias e foi de novo dando asas àquele coração que ela havia decidido deixar na gaiola.

Nem Clarissa nem Matheus sabem como vai ser a próxima conversa. Não se sabe como serão as reações quando um começar a conhecer os defeitos e coisas ocultas sobre o outro. Não há como prever o futuro de uma amizade recém nascida. É impossível antecipar os próximos sentimentos. Mas não há medo. As duas almas estão leves e felizes pelo encontro.

O fundamental é trabalhar o afeto. Mantê-lo vivo. Querer desenvolver as relações, todas elas. As almas precisam manter a razão viva e  coração aceso até que os corpos possam se encontrar. A paciência é uma dádiva que Clarissa e Matheus precisarão compartilhar até que os cabelos loiros dela possam brilhar sob o sol em uma praia Catarinense, virando de um lado para o outro, enquanto ela vibra asssitindo Matheus em uma partida de volêi de areia. 


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Escuridão

Não se precisa ser a luz do mundo quando se pode caminhar no escuro, adaptando os olhos à penumbra e descobrindo aos esbarrões o que há a nossa volta. Sozinho isso dá medo. Em dois, ainda dá medo, mas há com quem conversar, rir, brigar, compartilhar, se apoiar.
Vamos?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um post inutil, só pq me deu vontade de escrever =]


Querido Leitor 

No verão passado, minha mãe encontrou meus trabalhos escolares e os mandou para mim. Meu marido, Ross, e eu rimos quando lemos o comentário da professora da primeira série no fim do ano letivo: “Robin ainda não consegue trabalhar com as habilidades matemáticas básicas. Apesar disso, ela consegue manter toda a classe entretida na hora do tapete com suas historinhas imaginárias” Aí está onde a paixão por contar histórias começou! (Isso também explica porque eu não consigo fazer meu balanço financeiro).

Ross e eu trabalhamos em um ministério com jovens em período integral nos últimos dezessete anos. Enquanto nossos filhos eram bebês, eu escrevi alguns artigos e escrevi alguns livros infantis. Para minha alegria, eles foram publicados! Então as meninas no nosso grupo de jovens começaram a me pedir a escrever alguns livros para elas, então eu escrevi uma série de doze livros chamada Serie Cris. A paixão por contar histórias continuou a crescer. 

Segredos é meu primeiro livro para adultos. Como todo recém-nascido, há um certo deslumbramento no momento em que ele finalmente é conhecido. E um tanto de alegria. Estou alegre porque este livro é um romance. Se eu continuar contando histórias, quero continuar contando romances porque, pra mim, romance é a essência da redenção. Pense em um amante incansável que busca seu primeiro amor até que eles finalmente se unem. Deus é o amante incansável, e nós somos o seu primeiro amor. 

Obrigada por ler este livro. Compartilhar com você essas histórias é um tipo de hora do tapete. Tomara que passemos muitas horas dessas juntas. E que este romance te leve aos braços do amante incansável que conhece os segredos do seu coração. 


Sempre,
Robin Jones Gunn. Segredos – Série Glenbrooke


*


Engraçado como a Robin e suas histórias se parecem comigo. Primeiramente, eu gosto muito de escrever. Já escrevi muitas histórias e meu sonho era ser uma autora de infanto-juvenil como ela. E isso tud desde antes de conhecer as obras dela. No entanto, ela começou na década de 80, o que facilitou. Já nos dias de hoje, com um mundo saturado em todas as áreas, acho que escrever livros comuns e sem grandes emoções (não é uma crítica, é uma observação - como eu gosto. Gosto de romances, de pessoas, cada um com suas facetas diferentes e maravilhosas) se torna uma tarefa pouco aproveitável, dá a sensação de que ninguém vai se interessar. Isso me desestimulou como escritora.

No entanto este texto é para falar das minhas semelhancas com as personagens da Robin. Como já contei em outro texto, eu me identifico muito com a Cris (série Cris, a primeira série da Robin e a primeira que li também). Mas depois que sai da adolescência, a coisa mudou um pouco... a Cris se casou, e eu terminei meu relacionamento. Passei então a ler a série Katie e me identifiquei muuuito com ela e seus momentos, mas no final a Katie foi pedida em casamento. Perdeu a graça, porque parei de me identificar de novo.

No momento, estou lendo a série Glenbrooke, uma série para mulheres adultas. Acabei de ler o livro Segredos e não me identifiquei muito com a Jéssica, pois ela era uma menina rica e distante de Deus. No entanto, ela tem 25 anos e os sonhos e sentimentos dela se confundiam com os meus facilmente, comecei a me interessar pela moça que trocou a vida de luxo por um chalezinho simples em uma cidade de interior, que queria pendurar a própria roupa no varal e ter um garotinho cantando aos seus pés...

Agora estou no segundo livro, Sussurros. Teri também tem 24 ou 25 anos e está vivendo muitos conflitos internos por estar solteira, em busca de um relacionamento bacana. Ela começa o livro sendo paquerada por 3 homens completamente diferentes, tentando definir qual deles faz fogos de artificil explodirem em seu coração. Ela gosta das sensações, ela ora, ela procura conhecer as pessoas.

Ontem meu amigo Gabriel me disse que sou muito carente. Eu concordo, em partes. Mas a verdade é que cada pessoa foca na vida naquilo que mais lhe interessa; algumas pessoas se preocupam com a carreira, outras em ter muito dinheiro, outras em simplesmente viver... eu foco no amor. Para mim o fundamental é estar bem com tudo e todos, e, para isso, eu preciso amar, ser amada e viver uma relação saudável e divertida. 

Não pense que eu gosto de me lamentar da vida ou de buscar o amor incansavelmente, mas essa é uma característica minha da qual não consigo (e não sei se quero) me livrar. Entendi que eu não sou canrente, sou como uma personagem de um livro de romance água com açucar: sou doce, romantica, necessito de sentimentos. Será que um dia viro livro? =P

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tá sentindo esse perfume?

SENTIU? TEM NOVIDADE NA ÁREA!! E CHEIRA A AMOR E COTIDIANICE.

Antes de contar a novidade, preciso explicar os fatos. 

Há menos de um mês completei 6 anos blogando. Quando nasceu, este blog se chamava Infinito Particular, e assim se chamou até o último final de semana. Era um blog sobre mim, sobre meus gostos, meus sonhos, meus sentimentos.

Durante sua "vida", este cantinho mudou de cara muitas vezes, acompanhamento as minhas mudanças internas, de ponto de vista, de desejos, de formas de encarar a vida e até de interesses profissionais.

Esta última mudança, no entanto, está sendo mais lenta, porém tem sido também a mais intensa de todas. Não mudei apenas a imagem de topo do blog, mudei seu título; Cotidiano foi escolhido porque mudei, principalmente, o conteúdo do blog. Agora escrevo histórias e estórias, a maioria reais, as quais interpreto, dou o meu ponto de vista, e todas estas historias são sobre amor. Amor romântico, amor platônico, amor ágape, amor fraternal. A maioria delas sobre um home e uma mulher e o amor romântico. E mais uma vez, a maioria delas é sobre amores imperfeitos, como as pessoas são na realidade, imperfeitas, e quase nunca com finais felizes, porque eu acho que poucas pessoas são abençoadas com finais felizes. E, no mais, se as pessoas ainda estão vivas, as histórias não acabaram, certo? Pode ter acabado um ciclo, mas uma "personagem" sempre pode encontrar outra em uma curva do destino e as histórias podem ser reescritas. 

Cotidiano porque tudo isso acontece todos os dias, bem debaixo dos nossos narizes,  ou com nós mesmos, nós é que gostamos de fingir que não vemos, que não entendemos, que não sentimos ou que não vivemos.

Bom, é isso. Aos poucos as his(es)tórias irão surgindo. Espero que gostem!



                                            "Amores imperfeitos são as flores da estação"... 

Amor, moderno amor...





Luciano e Marina se conheceram numa sala de bate papo online.

Ele, 27 anos, casado, em busca de uma tórrida paixão.

Ela, 22 anos, solteira, meiga, sonhadora, em busca do grande amor de sua vida.

Saíram do chat e passaram para o messenger. Conversaram. E no dia seguinte de novo. E depois de novo. Havia alguma coisa nela que Luciano não sabia denominar, mas que o prendia. 

Marina tentava resistir. Não queria carregar para si a culpa de se relacionar, ainda que virtualmente, com alguém comprometido. 

Mas Luciano não a deixava em paz. Enviava fotos, puxava assuntos, a elogiava... a alma feminina e altamente influenciável de Marina se sentia maleável na companhia dele. 

Um dia ele propôs um encontro. Ela relutou. Ele propôs de novo. Ela aceitou. Saíram, tomaram um vinho, conversaram. O contato olho no olho e o toque das mãos causava aquela famosa sensação de borboletas no estômago de ambos.

Os dois sabiam que haviam "se encontrado". As almas estavam se completando. O afeto crescia. Mas havia uma diferença entre eles: Marina acreditava que, diante um encontro de almas, a vida devia mudar e se encaixar à realidade do coração. Luciano estava acomodado, e tinha também afeto pela esposa, ele não pretendia mudar sua vida nem mesmo por um rostinho doce como o de Marina.

Luciano foi levar Marina em casa e a despedida não poderia ser mais clichê: se  beijaram. Foi como se o mundo parasse. Ambos sentiam as mesmas sensações.

Continuaram se falando vez ou outra, quando ele conseguia se desvencilhar das obrigações de marido para ir para a internet. Ser o segundo plano, e não a prioridade, estava matando Marina aos poucos. Ela queria mais da vida.

No entanto, ela resolveu que não seria hipócrita com a própria alma. Se a alma queria, mesmo que a cabeça contrariasse, ela não se privaria de viver. Saiu mais uma vez com Luciano.
E se fez o encontro entre os corpos.

E para os dois aquela noite se tornaria memorável. Uma lembrança doce, feliz, avassaladora, feroz, completa, terna, faminta, e todos outros adjetivos que só o desejo é capaz de trazer consigo.

Ao se entregarem, ambos já sabiam que nada mudaria. Aliás, mudaria, sim. No dia seguinte, quando se falassem pela internet, ela estaria mais fria. Ele tentaria puxar assunto, ela pensaria na esposa dele deitada no quarto e a conversa se tornaria mais dura. E no outro dia mais dura. Até o dia em que simplesmente não se falariam mais.

Porque Luciano voltaria para sua vida, tendo vivido a paixão de que precisava para reavivar suas energias. Marina também voltaria para sua vida, continuaria procurando um amor de verdade, dessa vez com um pedaço a menos de seu coração.

Marina e Luciano jamais se esqueciam.

Simplesmente porque é assim que funciona a vida real. Nada é como em um filme de sessão da  tarde. Grandes amores não mudam vidas estáveis e não transformam tudo em um sonho. Luciano sabia disso. Marina aprendeu.



PS: Todas as minhas historias parecem iguais. Mas há uma razão para isso, e ela se chama "cotidiano".


domingo, 4 de novembro de 2012

Pudim de Santo Cristo



Um torpedo enviado para o número errado ocasionou um diálogo sem grandes pretensões entre Maria Lúcia e Pablo. 

Ele respondeu a mensagem daquele número desconhecido dizendo que deveria ser engano, pois não fazia ideia de "quantas xícaras de açúcar eram necessárias para a calda dar liga". Maria Lucia deu risada de si mesma ao perceber que havia trocado o 3 pelo 6 ao tentar enviar o torpedo para a mãe.

Respondeu se desculpando pelo engano. Pablo achou engraçado e respondeu de novo, querendo saber se a calda era de pudim, porque ele amava pudim.

Maria Lucia disse que era pudim, sim, e que ele poderia aparecer para provar um pedaço como desculpas pelo engano. 

E foi assim que aconteceu. Trocaram torpedos durante toda aquela tarde de sábado e, a noite, e no domingo. E durante a semana inteira.

Maria Lucia já conseguia nutrir por Pablo um grande afeto, mesmo sem saber sequer de que cor eram os olhos dele. Pablo já tinha pensamentos maliciosos com Maria Lucia, mesmo sem saber se o cabelo dela era curto ou comprido.

E foi assim, interessada em talvez encontrar o grande amor da sua vida, que Maria Lucia foi se rendendo e entregando seu coração àquele desconhecido. E foi assim, interessado em mais uma transa, que Pablo foi deixando as coisas rolarem.

Os torpedos evoluíram para alguns telefonemas a noite e Maria Lucia tentou explicar a Pablo que ela não era exatamente como ele pensava. Ela tinha algumas peculiaridades que a faziam se sentir diferente e desmerecedora. Mas de tanto sua mãe dizer que ela era especial, que alguém muito legal ainda a amaria, Maria Lucia começou a acreditar em contos de fadas.

Pablo dizia que não se importava. Que já gostava dela, que gostaria mais e mais, independente de como ela fosse. Maria Lucia acreditou.

Pablo dizia que queria casar, ter 2 filhos. Maria Lucia também acreditou.

Marcaram o encontro. Ela caprichou no rímel, pensando que ele fosse reparar em seus profundos olhos castanhos. Ele comprou camisinhas.

Se encontraram em uma noite quente, na casa dela. Ela havia feito pudim, perfumado a sala, colocado flores. Ele reparou apenas no tamanho dos seios dela e nas curvas de sua cintura. Ele de fato notou as peculiaridades de que ela havia lhe falado, mas naquele momento não se importou; não queria perder a oportunidade que estava bem na sua frente de ter uma mulher que lhe satisfizesse as vontades carnais.

Se beijaram. Para ela foi terno. Para ele, quente. Ele tentou usar o corpo dela de todas as formas quanto podia. Ela se afastava. Ele foi embora cedo. Ela telefonou, mas não obteve resposta.

Pablo não era tão doce quanto ela pensava. Ele não gostava de gatos. Não gostava de crianças. Não gostava dela. Mesmo assim ela se lembrava que o beijo dele era bom, e isso a fazia sorrir.

E no dia seguinte, ainda inebriada pela felicidade de ter estado com ele, Maria Lucia telefonou de novo. Dessa vez ele atendeu. E depois de 2 minutos de conversas sem sentido, ele disse que "não rolava", as peculiaridades dela não serviam para ele.

Outra vez Maria Lucia via seu conto de fadas se desfazer. Mas desta vez ela se propôs a entender que a vida sempre seria assim. Ela era apenas Maria Lucia, a garota esquisita de quem ninguém nunca gostava. a unica forma de ela ser aceita, era dando ao mundo o que o mundo queria. Mas isso ela não estava disposta a fazer.

Pensou em pegar a winchester 22 e pedir que seu amigo João desse cabo de sua vida. Mas a vida era muito mais entediante do que as músicas, e Maria Lucia sabia disso. Trocou o número do celular para não precisar nunca mais correr o risco de esbarrar em torpedos ou ligações de Pablo. Continuou vivendo.

Maria Lucia descobriu que, para ela, a morte era que ela teria de passar a vida tendo que lidar com o amor. Aquela era, sem duvida, a morte mais dolorosa de todas. Pelo menos para uma alma como a dela.



Maria Lucia era uma menina linda. Mas ninguém lhe prometeu seu coração.*

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Amanhã



Glória estava ansiosa. Ela sabia bem o motivo que lhe causava um nó no estômago, aquele tipo de nó que não a deixara sequer comer toda sua salada no almoço.

"Você está nervosa. Não pára de balançar essa perna", comentou a colega de trabalho. Mas Glória não precisava ser avisada de que estava esboçando seus sentimentos, ela fazia isso conscientemente, ainda que contrariada.

Justo ela, que sempre tivera tanto autocontrole... se mantivera firme nos três últimos dias, guardando só para si as sensações de estar tão próxima de conhecer o resto de sua vida. Mas agora, na véspera, Glória não estava mais cabendo dentro de si. Escreveu um post-it, um cartão, uma carta, um texto, foi se sentindo extravasar, foi se aliviando.

Era estranho para ela se sentir assim. Era uma sensação nova. Embora ja tivesse vivido coisas grandes, aquela lhe parecia ser de uma dimensão bem maior. Dessa vez a sensação não vinha acompanhada de agulhadas no coração, mas sim de um friozinho gostoso na espinha e de uma pressao simpática na boca do estômago. Glória ria de si mesma ao notar que achava agradáveis os sintomas de sua ansiedade. Aquele medinho do incerto misturado à expectativa lhe faziam cócegas em lugares que nem sabia que existiam.

"Não crie muita expectativa, pro tombo não ser alto", dizia a si mesma. Mas outra parte dela repetia que daria tudo certo, que as coisas só não seriam perfeitas porque não existe nada perfeito. Então ia se mantendo assim, na corda bamba das emoções, crendo no melhor, mas lembrando-se de cogitar o pior. Assim se mantinha equilibrada. Quando se via prestes a pirar, mentalizava o azul-calcinha, recitava o mantra "tudovaidarcertoagoraesempreamem" e se focava no que havia idealizado de mais lindo para o dia seguinte.